segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Despesas com os veteranos, 2008-19



Há alguns anos atrás um político relevante do país dizia que muitas das pensões pagas eram-no indevidamente por os titulares não terem feito nada de especialmente relevante para as merecerem.
E acrescentava: do total de pensões pagas talvez cerca de 25% sejam justas. As restantes são-no muito menos… Uma alternativa que apontava era eliminar as pensões injustificadas, por um lado, e transformar as restantes em empréstimos aos beneficiários em condições financeiras atraentes e que deveriam ser aplicadas na produção --- em vez de serem simplesmente "comidas" pelas famílias dos beneficiários. Isto é, devia dar-se uma cana de pesca em vez de dar o peixe...

Rendimento dos títulos do Fundo Petrolífero em 2019 e 2018





domingo, 16 de fevereiro de 2020

Do La'o Hamutuk

A divulgação da informação abaixo não deve ser entendida como um aval do "É a economia, estúpido!..." às suas conclusões. Trata-se apenas e tão só de divulgação da opinião de uma ONG timorense (na verdade a única) que costuma debruçar-se sobre problemas da economia de Timor Leste. Como quase todas as ONG  esta também tem a sua "agenda" própria sobre a qual não nos pronunciamos, deixando essa tarefa ao leitor.
Para nós o mais importante é a quantidade de informação divulgada e "trabalhada", deixando as conclusões e a análise crítica das da ONG (a sempre essencial 'crítica das fontes') para nós próprios e para os leitores.

http://www.laohamutuk.org/econ/briefing/RightSustainCurrentEn.pdf

Níveis de privação em Timor Leste e vizinhos




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Uma leitura rápida dos gráficos abaixo

Repare-se no grande volume de depósitos disponíveis e no comparativamente pequeno volume de crédito concedido. Isto demonstra que há problemas (económicos e legais) na concessão de crédito cuja origem tem de ser equacionada e corrigida.
Estes números demonstram a dificuldade em investir em Timor Leste e na obtenção de crédito, nomeadamente devido à falta das chamadas "garantias reais" (edifícios, terrenos, etc) que possam ser dadas como garantia à concessão do empréstimo.
Os problemas de funcionamento do sistema de justiça são outros muito importantes pois em caso de incumprimento dos devedores os bancos credores terão dificuldade em reaver os capitais emprestados.

Dados do sistema bancário em Timor Leste, 2018 e 2019 (USD e %)









Notícia da agência LUSA sobre o tema: http://noticias.sapo.tl/portugues/info/artigo/1533362.html?fbclid=IwAR1rDdF0nEeg4D124h3w9OOPrQQEgRahslkOCvvTW1KISwt7BwuMmxHxerA



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

A energia solar na Wikipedia


https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_solar_fotovoltaica

https://en.wikipedia.org/wiki/Photovoltaics

"PV has become the cheapest source of electrical power in regions with a high potential, with price bids as low as 0.01567 US$/kWh[1] in 2020. Panel prices have dropped by the factor of 10 within a decade. This competitiveness opens the path to a global transition to sustainable energy which would be required help to mitigate global warming. The situation is urgent: The emissions budget for CO
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to meet the 1.5 degree target would be used up in 2028 if emissions remain on the current level. However, the use of PV as a main source requires energy storage systems or global distribution by High-voltage direct current power lines causing additional costs. "


https://en.wikipedia.org/wiki/Cost_of_electricity_by_source

Capital costs[edit]

For power generation capacity capital costs are often expressed as overnight cost per watt. Estimated costs are:
  • gas/oil combined cycle power plant - $1000/kW (2019)[10]
  • onshore wind - $1600/kW (2019)[10]
  • offshore wind - $6500/kW (2019)[10]
  • solar PV (fixed) - $1060/kW (utility),[11] $1800/kW (2019)[10]
  • solar PV (tracking)- $1130/kW (utility)[11] $2000/kW (2019)[10]
  • battery storage power - $2000/kW (2019)[10]
  • conventional hydropower - $2680/kW (2019)[10]
  • geothermal - $2800/kW (2019)[10]
  • coal (with SO2 and NOx controls)- $3500–3800/kW[12]
  • advanced nuclear - $6000/kW (2019)[10]
  • fuel cells - $7200/kW (2019)[10]

As bases da prosperidade de alguns países asiáticos - Texto do ADB




"Ao longo do tempo, economias asiáticas bem-sucedidas, têm, em geral, perseguido as políticas listadas abaixo, como discutido detalhadamente nos próximos 14 capítulos deste livro:  

·         confiar nos mercados e no setor privado como motores de crescimento, apoiados pela promoção proativa do desenvolvimento dos governos em áreas onde os mercados não funcionam de forma eficiente (Capítulo 2);

         facilitar a transformação estrutural da agricultura para a indústria e serviços, incluindo novos serviços e urbanização (Capítulo 3);

         implementar a reforma agrária, promover a Revolução Verde e facilitar a modernização agrícola e a transformação rural (Capítulo 4);

         apoiar o progresso tecnológico, atraindo investimento estrangeiro, investindo em pesquisa e desenvolvimento (P&D), construindo infraestrutura necessária e protegendo os direitos de propriedade intelectual (Capítulo 5);

         Investir em educação e saúde — por meio da educação básica obrigatória, educação técnica e profissional e formação (TVET), ensino superior, intervenções voltadas à saúde, como a imunização, e o impulso para a atenção universal à saúde (Capítulo 6);

         mobilizar alto nível de poupança doméstica para investimento produtivo, principalmente através de bancos, enquanto busca aprofundar o mercado de capitais (Capítulo 7);

         priorizar o investimento em infraestrutura — energia, transporte, água e telecomunicações — para apoiar crescimento e elevar os padrões de vida (Capítulo 8);

         Adotar regimes de comércio aberto e investimento para garantir a eficiência da alocação de recursos e permitir o acesso aos mercados globais, capital estrangeiro e tecnologia avançada (Capítulo 9);

         buscar estabilidade macroeconómica por meio de políticas fiscais, monetárias e financeiras sólidas e sistemas de câmbio adequados com flexibilidade crescente (Capítulo 10);

         comprometer-se com a redução da pobreza e inclusão social, promovendo o crescimento econômico inclusivo e programas de proteção social direcionados (Capítulo 11);

         promover a igualdade de género na educação (como mais anos letivos para meninas), saúde (incluindo a diminuição da mortalidade materna) e participação no mercado de trabalho (Capítulo 12);

         abordar questões ambientais ao longo do tempo para terra, água e ar, e mais recentemente, mudanças climáticas incluindo mitigação e adaptação (Capítulo 13);

         engajar-se com parceiros bilaterais e multilaterais de desenvolvimento para beneficiar tanto das finanças quanto do conhecimento (Capítulo 14); e

         promover a cooperação e integração regional (RCI) para a cooperação e integração regional (RCI), promover a conetividade comercial e das infraestruturas, reformas políticas e boas relações entre os países vizinhos Capítulo 15)

(in https://www.adb.org/…/p…/549191/asias-journey-prosperity.pdf )

Ainda o aproveitamento hidroelétrico de Iralalara - Recordando...

Recordando… 2015!


domingo, 6 de dezembro de 2015

A produção de energia em Timor Leste

Sempre tivemos interesse no acompanhamento da produção de energia eléctrica em Timor Leste. Por exemplo, já em 2009 abordávamos aqui o assunto: http://economia-tl.blogspot.com/2009/11/energia-em-timor-leste.html.
Nomeadamente, sempre nos questionámos sobre a possibilidade de se escolher uma estratégia para o sector que fosse menos dependente do petróleo e maior utilizadora de energia renovável como é aa hídrica, cuja fonte é uma oferta do bom Deus e que por isso "não se paga! não se paga!".
Daí que nos tenha interessado desde sempre a possível utilização do potencial energético do rio de Iralalara, em Lautém. Nomeadamente, sempre nos interessou a possível combinação da utilização desta potencial fonte de energia (estimada em 28 MW) com a de outras fontes, nomeadamente as centrais eléctricas que vieram a ser contruídas na costa norte (Hera, 120 MW) e na costa sul (Betano, 135 MW). Ou, melhor, uma estratégia que juntasse inicialmente uma central térmica (Hera) e a hidroeléctrica (Iralalara) e, num segundo momento --- quando necessária ---, a expansão da primeira com aumento da capacidade de produção de Hera (?) e/ou a construção da de Betano --- já agora: era mesmo necessário separar geograficamente a produção em dois polos em vez de a concentrar num só? Pergunta de ignorante!.

Para reflexão sobre o tema aqui ficam algumas referências bibliográficas (quem sugere mais?):

1 - http://economia-tl.blogspot.com/2009/11/energia-em-timor-leste.html
2 - https://www.google.tl/search?q=ira+lalara&oq=ira+lalara&aqs=chrome..69i57.10307j0j4&sourceid=chrome&es_sm=93&ie=UTF-8#q=iralalara+energy
3 - http://www.dfdl.com/images/stories/Articles/Thailand/DFDL_Article_The_future_of_hydropower_development_in_Timor_Leste_Walter_Heiser.pdf
4 - http://www.adb.org/sites/default/files/publication/29761/power-sector-plan-timor-leste.pdf





ADB Pacific Energy Update, 2018