NOTA: valor do capital: eixo esquerdo; valor da variação mensal: eixo direito (os valores abaixo da linha verde são negativos, isto é, correspondem a diminuições do capital em relação ao mês anterior)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Estatísticas monetárias de Timor Leste, 2015
Estatísticas monetárias de Timor Leste: dados mensais dos activos.
Na terceira coluna os activos no exterior do Banco Central;
na quarta, idem da banca comercial;
na sétima, depósitos do Governo no Banco Central (igual à última coluna; nesta o sinal menos significa que se trata de uma 'dívida' do BCTL relativamente ao Governo);
na oitava coluna pode ver-se o total do crédito concedido ao sector privado e sua evolução ao longo do tempo (compare-se este valor com o da coluna 4, por exemplo).
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Receitas fiscais em 2014 e 2015
Receitas do OGE de Timor Leste em 2014 e 2015.
Note-se na descida --- ainda que ligeira --- dos impostos sobre as mercadorias e na estagnação das receitas dos impostos sobre o rendimento. Estes valores, lidos isoladamente, podem suscitar a hipótese de a taxa de crescimento do PIB em 2015 relativamente a 2014 ser relativamente baixa.
A relativa estagnação dos gastos públicos pode ser interpretada no mesmo sentido.
Esta é uma hipótese que terá de ser confirmada ou infirmada com outros dados relativos à produção, por exemplo da agricultura.
domingo, 17 de janeiro de 2016
domingo, 6 de dezembro de 2015
A produção de energia em Timor Leste
Sempre tivemos interesse no acompanhamento da produção de energia eléctrica em Timor Leste. Por exemplo, já em 2009 abordávamos aqui o assunto: http://economia-tl.blogspot.com/2009/11/energia-em-timor-leste.html.
Nomeadamente, sempre nos questionámos sobre a possibilidade de se escolher uma estratégia para o sector que fosse menos dependente do petróleo e maior utilizadora de energia renovável como é aa hídrica, cuja fonte é uma oferta do bom Deus e que por isso "não se paga! não se paga!".
Daí que nos tenha interessado desde sempre a possível utilização do potencial energético do rio de Iralalara, em Lautém. Nomeadamente, sempre nos interessou a possível combinação da utilização desta potencial fonte de energia (estimada em 28 MW) com a de outras fontes, nomeadamente as centrais eléctricas que vieram a ser contruídas na costa norte (Hera, 120 MW) e na costa sul (Betano, 135 MW). Ou, melhor, uma estratégia que juntasse inicialmente uma central térmica (Hera) e a hidroeléctrica (Iralalara) e, num segundo momento --- quando necessária ---, a expansão da primeira com aumento da capacidade de produção de Hera (?) e/ou a construção da de Betano --- já agora: era mesmo necessário separar geograficamente a produção em dois polos em vez de a concentrar num só? Pergunta de ignorante!.
Para reflexão sobre o tema aqui ficam algumas referências bibliográficas (quem sugere mais?):
1 - http://economia-tl.blogspot.com/2009/11/energia-em-timor-leste.html
2 - https://www.google.tl/search?q=ira+lalara&oq=ira+lalara&aqs=chrome..69i57.10307j0j4&sourceid=chrome&es_sm=93&ie=UTF-8#q=iralalara+energy
3 - http://www.dfdl.com/images/stories/Articles/Thailand/DFDL_Article_The_future_of_hydropower_development_in_Timor_Leste_Walter_Heiser.pdf
4 - http://www.adb.org/sites/default/files/publication/29761/power-sector-plan-timor-leste.pdf
Nomeadamente, sempre nos questionámos sobre a possibilidade de se escolher uma estratégia para o sector que fosse menos dependente do petróleo e maior utilizadora de energia renovável como é aa hídrica, cuja fonte é uma oferta do bom Deus e que por isso "não se paga! não se paga!".
Daí que nos tenha interessado desde sempre a possível utilização do potencial energético do rio de Iralalara, em Lautém. Nomeadamente, sempre nos interessou a possível combinação da utilização desta potencial fonte de energia (estimada em 28 MW) com a de outras fontes, nomeadamente as centrais eléctricas que vieram a ser contruídas na costa norte (Hera, 120 MW) e na costa sul (Betano, 135 MW). Ou, melhor, uma estratégia que juntasse inicialmente uma central térmica (Hera) e a hidroeléctrica (Iralalara) e, num segundo momento --- quando necessária ---, a expansão da primeira com aumento da capacidade de produção de Hera (?) e/ou a construção da de Betano --- já agora: era mesmo necessário separar geograficamente a produção em dois polos em vez de a concentrar num só? Pergunta de ignorante!.
Para reflexão sobre o tema aqui ficam algumas referências bibliográficas (quem sugere mais?):
1 - http://economia-tl.blogspot.com/2009/11/energia-em-timor-leste.html
2 - https://www.google.tl/search?q=ira+lalara&oq=ira+lalara&aqs=chrome..69i57.10307j0j4&sourceid=chrome&es_sm=93&ie=UTF-8#q=iralalara+energy
3 - http://www.dfdl.com/images/stories/Articles/Thailand/DFDL_Article_The_future_of_hydropower_development_in_Timor_Leste_Walter_Heiser.pdf
4 - http://www.adb.org/sites/default/files/publication/29761/power-sector-plan-timor-leste.pdf
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Execução do OGE15 em 30NOV15 e dados do OGE16
Execuçãao orçamental das rubricas da categoria "Bens e serviços" e dos sub-programas do Fundo de Infraestruturas em 30 de Novembro passado. A vermelho os dados do OGE16 para efeitos de comparação com os do OGE15 e da execução orçamental naquela data.
Para efeitos de facilidade de leitura omitiram-se alguns dados de menor importância.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
domingo, 22 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Fundo Petrolífero de Timor Leste: contas no final de Setembro/15
O Banco Central de Timor Leste acaba de publicar o relatório trimestral referente a Setembro de 2015 ( https://www.bancocentral.tl/Download/Publications/Quarterly-Report41_pt.pdf ) relativo à gestão do Fundo até 30 de Setembro passado.
Veja-se o documento original mas também esta síntese das contas:
Notem-se as significativas perdas registadas no 3º trimestre deste ano e as do "ano até à data SET-15". Parte delas resultam de variações nas Bolsas de Valores do preço dos títulos que compõem o Fundo e outra parte resulta da variação cambial negativa --- isto é, da perda de valor (face ao dólar americano, a moeda nacional) --- de muitas moedas em que estão representados os títulos (ex: ienes, euros).
Estas alterações do câmbio das moedas podem ser "securizadas" --- i.e., fazer um seguro contra elas --- através de mecanismos próprios ao sistema financeiro, o "hedging". Veja aqui o essencial sobre esse mecanismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cobertura_(finan%C3%A7as) que, por ser essencialmente um investidor com uma perspectiva de (muito) longo e não de curto prazo, a direcção do Fundo --- no limite o Ministério das Finanças, aconselhado pelo Conselho Consultivo para o Invetimento --- decidiu não utilizar nomeadamente devido ao seu elevado custo e por, a prazo, essas variações terem tendência a anular-se.
Veja-se o documento original mas também esta síntese das contas:
Notem-se as significativas perdas registadas no 3º trimestre deste ano e as do "ano até à data SET-15". Parte delas resultam de variações nas Bolsas de Valores do preço dos títulos que compõem o Fundo e outra parte resulta da variação cambial negativa --- isto é, da perda de valor (face ao dólar americano, a moeda nacional) --- de muitas moedas em que estão representados os títulos (ex: ienes, euros).
Estas alterações do câmbio das moedas podem ser "securizadas" --- i.e., fazer um seguro contra elas --- através de mecanismos próprios ao sistema financeiro, o "hedging". Veja aqui o essencial sobre esse mecanismo (https://pt.wikipedia.org/wiki/Cobertura_(finan%C3%A7as) que, por ser essencialmente um investidor com uma perspectiva de (muito) longo e não de curto prazo, a direcção do Fundo --- no limite o Ministério das Finanças, aconselhado pelo Conselho Consultivo para o Invetimento --- decidiu não utilizar nomeadamente devido ao seu elevado custo e por, a prazo, essas variações terem tendência a anular-se.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Timor Leste: taxas de inflação em Setembro de 2015
Segundo as informações divulgadas pela Direcção Geral de Estatísticas, a taxa de inflação homóloga (Set14 a Set15) no país foi de 0,5%.
Utilizando os dados da mesma fonte foi possível calcular também a taxa média anual de inflação, isto é, a variação da média dos números Índices de Preços entre Outubro de 2013 e Setembro de 2014, por um lado, e a mesma média para o período de Outubro/14 até Setembro/15. Tal taxa foi de 0,6%/ano, o que faz supor que a taxa de todo o ano de 2015 dificilmente atingirá 1%, devendo, provavelmente, situar-se nos 0,6-0,7%.
Note-se que estas baixas taxas de inflação podem sempre ser lidas como no caso do copo meio cheio ou meio vazio... De facto, se por um lado são um bom indicador porque representam uma relativa estabilidade dos preços para os consumidores e, mesmo, um período em que o "cálculo económico" é mais fácil por haver essa mesma estabilidade/certeza em vez de instabilidade/incerteza (sempre má conselheira para os agentes económicos...), também pode ser vista como um sinal de alguma estagnação da economia, traduzida numa (eventual) lentidão do ritmo de crescimento económico. Seriam necessários mais indicadores para saber se este abrandamento do ritmo de crescimento se confirma ou não.
Utilizando os dados da mesma fonte foi possível calcular também a taxa média anual de inflação, isto é, a variação da média dos números Índices de Preços entre Outubro de 2013 e Setembro de 2014, por um lado, e a mesma média para o período de Outubro/14 até Setembro/15. Tal taxa foi de 0,6%/ano, o que faz supor que a taxa de todo o ano de 2015 dificilmente atingirá 1%, devendo, provavelmente, situar-se nos 0,6-0,7%.
Note-se que estas baixas taxas de inflação podem sempre ser lidas como no caso do copo meio cheio ou meio vazio... De facto, se por um lado são um bom indicador porque representam uma relativa estabilidade dos preços para os consumidores e, mesmo, um período em que o "cálculo económico" é mais fácil por haver essa mesma estabilidade/certeza em vez de instabilidade/incerteza (sempre má conselheira para os agentes económicos...), também pode ser vista como um sinal de alguma estagnação da economia, traduzida numa (eventual) lentidão do ritmo de crescimento económico. Seriam necessários mais indicadores para saber se este abrandamento do ritmo de crescimento se confirma ou não.
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