O Fundo Petrolífero de Timor Leste apresentava no final do terceiro trimestre um valor muito semelhante ao do final do segundo trimestre: 16, 6 mil milhões de USD.
Isto foi resultado de um nível anormalmente baixo de receitas devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional, da saída de 340 milhões de USD para a conta do Tesouro (os primeiros milhões do ano) e de uma perda cambial significativa (quase 300 milhões). Aqui ficam os dados mais importantes do trimestre:
terça-feira, 11 de novembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
Doing business in Timor Leste, 2015
O Banco Mundial acaba de publicar a edição de 2015 da sua publicação anual sobre o ambiente para fazer negócios em vários países. Aqui está o quadro-resumo da situação de Timor Leste: 172º em 189 países.
Acreditamos, porém, que na prática a coisa não é tão "preta" como a pintam... Mas que dá para ter umas dores de cabeça e, por vezes, ficar à beira de um ataque de nervos, dá... Até parece que nem precism de investimento estrangeiro para coisíssima nenhuma!...
Acreditamos, porém, que na prática a coisa não é tão "preta" como a pintam... Mas que dá para ter umas dores de cabeça e, por vezes, ficar à beira de um ataque de nervos, dá... Até parece que nem precism de investimento estrangeiro para coisíssima nenhuma!...
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Preços (quase) "paradões"!...
O boletim mensal de preços para Timor Leste indica, no seu número de Setembro de 2014, que a taxa homóloga da inflação de Setembro (SET14 relativamente a SET13) foi de 0,5%. Isto é, os preços continuam (quase) estáveis.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Orçamento Geral do Estado, 2015
Link para a consulta dos vários (6) livros do OGE15 de Timor Leste:
https://www.mof.gov.tl/category/documents-and-forms/budget-documents/2015-state-budget/?lang=PT
https://www.mof.gov.tl/category/documents-and-forms/budget-documents/2015-state-budget/?lang=PT
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
O FMI e a economia de Timor Leste: alguns números
O Fundo Monetário Internacional acaba de publicar o seu World Economic Outlook de Outubro deste ano. Associado com ele existe uma base de dados estatísticos para todos os países do mundo.
Com os dados para Timor Leste construimos os seguintes gráficos:
Notem-se os novos "patamares" para as taxas de variação do PIB e dos preços (inflação) desde 2012-13.
Note-se igualmente a constante subida da participção das despesas públicas no PIB, deixando perguntas sobre o papel do sector privado no desenvolvimento nacional.
Com os dados para Timor Leste construimos os seguintes gráficos:
Notem-se os novos "patamares" para as taxas de variação do PIB e dos preços (inflação) desde 2012-13.
Note-se igualmente a constante subida da participção das despesas públicas no PIB, deixando perguntas sobre o papel do sector privado no desenvolvimento nacional.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
OGE15: os números "gordos"!
Segundo a imprensa local, o Governo de Timor Leste aprovou recentemente o Orçamento Geral do Estado para 2015 (OGE15).
Os principais números estão no quadro abaixo, de que constam também números de 2013 e 2014 para comparação.
Os principais números estão no quadro abaixo, de que constam também números de 2013 e 2014 para comparação.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Uma visão refrescada sobre a economia de Timor Leste
O Banco de Portugal publica todos os anos, sensivelmente no final de Setembro (por ocasião da reunião dos Governadores dos Bancos Centrais dos PALOP e de Timor Leste em Lisboa como preparação das reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial em Washington), um documento de análise da evolução no último ano de cada um dos PALOP e de Timor Leste.
O documento deste ano, elaborado com a qualidade a que o Banco de Portugal nos habituou, está disponível aqui.
Boa leitura!
O documento deste ano, elaborado com a qualidade a que o Banco de Portugal nos habituou, está disponível aqui.
Boa leitura!
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Ai Maromak! A paciência que é preciso ter!...
Quem mexe com Economia mexe com estatísticas e estas devem ser fiáveis para que as análises --- o "diagnóstico" que os "médicos" fazem ao "doente" ... --- sejam corretas e as eventuais alterações a introduzir sejam bem fundamentadas.
Em Timor Leste nem sempre isso acontece. Os principais problemas parece colocarem-se ao nível das estatísticas de comércio internacional já que nos últimos tempos têm sido introduzidas alterações em relação ao "usual" que impedem que as estatísticas sejam usadas sem "muita cautela e caldos de galinha"... ;)
Na verdade, em 2013 fomos "brindados" pelas Alfândegas de Timor Leste por alterações dos critérios para a elaboração das estatísticas que tornam impossível a sua utilização sem muitos cuidados.
Refiro-me, por exemplo, ao facto de terem decidido, no ano passado, incorporar --- coisa que nunca tinham feito até então --- o valor nominal das notas importadas pelo Banco Central de Timor-Leste no valor das importações. Para terem uma ideia do resultado desse procedimento recordo que o valor das importações do Capítulo 49 da pauta aduaneira em 2012 foi de 7 milhões de USD (tinha sido de 373 mil USD em 2011) e em 2013 foi de...317,7 milhões de USD! Tudo resultado da decisão referida.
Em 2014 a história repete-se, agora em relação à moeda: em 2013 as importações registadas no Capítulo apropriado, o cap. 71, foram 890 mil USD. Este ano, em Maio, foram registados 208 milhões de USD.
Isto tudo para salientar que quando se estuda a economia de Timor-Leste e particularmente o seu comércio internacional é necessário muito cuidado porque os dados dos vários (últimos) anos NÃO são completamente comparáveis entre si. A paciência que é preciso ter!... Ai Maromak!
Em Timor Leste nem sempre isso acontece. Os principais problemas parece colocarem-se ao nível das estatísticas de comércio internacional já que nos últimos tempos têm sido introduzidas alterações em relação ao "usual" que impedem que as estatísticas sejam usadas sem "muita cautela e caldos de galinha"... ;)
Na verdade, em 2013 fomos "brindados" pelas Alfândegas de Timor Leste por alterações dos critérios para a elaboração das estatísticas que tornam impossível a sua utilização sem muitos cuidados.
Refiro-me, por exemplo, ao facto de terem decidido, no ano passado, incorporar --- coisa que nunca tinham feito até então --- o valor nominal das notas importadas pelo Banco Central de Timor-Leste no valor das importações. Para terem uma ideia do resultado desse procedimento recordo que o valor das importações do Capítulo 49 da pauta aduaneira em 2012 foi de 7 milhões de USD (tinha sido de 373 mil USD em 2011) e em 2013 foi de...317,7 milhões de USD! Tudo resultado da decisão referida.
Em 2014 a história repete-se, agora em relação à moeda: em 2013 as importações registadas no Capítulo apropriado, o cap. 71, foram 890 mil USD. Este ano, em Maio, foram registados 208 milhões de USD.
Isto tudo para salientar que quando se estuda a economia de Timor-Leste e particularmente o seu comércio internacional é necessário muito cuidado porque os dados dos vários (últimos) anos NÃO são completamente comparáveis entre si. A paciência que é preciso ter!... Ai Maromak!
Continuando...
Na entrada anterior referimos os gastos efectivos em Educação e em Saúde no Orçamento de 2013.
Os valores são, recordamos, 10,9% para a primeira e 7% para a segunda.
Por curiosidade fomos à procura das estatísticas internacionais sobre os temas para fazer comparação com outros países, nomeadamente da região em que o país se insere, o Sudeste Asiático.
A vantagem das estatísticas internacionais é a de que as organizações que as compilam e publicam seguem um critério uniforme para todos os países e por isso os valores são perfeitamente comparáveis. Nas estatísticas nacionais não existe essa preocupação e por isso os valores nas estatísticas nacionais podem ser diferentes dos das internacionais.
É precisamente isso que acontece com os valores da percentagem de gastos em Educação e em Saúde no caso de Timor Leste: as estatíticas internacionais (Banco Mundial e Orgamização Mundial de Saúde) dão para o país os valores de 8% em 2011 para a Educação e de 2,6% em 2012 para a Saúde. Note-se que parte da diferença de valores deve resultar do facto de estarmos a falar de anos diferentes mas parte importante dela deve resultar de nas opções políticas do Governo um sector e outro não terem a mesma priroridade que têm noutros países.
Por exemplo, também em 2011, a Tailândia gastou 14,2% em Saúde e a vizinha Indonésia 6,9%, enquanto a Malásia se ficava pelos 5,8% do seu orçamento.
Quanto aos gastos em Educação, os 8% gastos por Timor Leste são ultrapassados pelos 15% da Indonésia, pelos 21% da Malásia e pelos 24% da Tailândia.
Os valores são, recordamos, 10,9% para a primeira e 7% para a segunda.
Por curiosidade fomos à procura das estatísticas internacionais sobre os temas para fazer comparação com outros países, nomeadamente da região em que o país se insere, o Sudeste Asiático.
A vantagem das estatísticas internacionais é a de que as organizações que as compilam e publicam seguem um critério uniforme para todos os países e por isso os valores são perfeitamente comparáveis. Nas estatísticas nacionais não existe essa preocupação e por isso os valores nas estatísticas nacionais podem ser diferentes dos das internacionais.
É precisamente isso que acontece com os valores da percentagem de gastos em Educação e em Saúde no caso de Timor Leste: as estatíticas internacionais (Banco Mundial e Orgamização Mundial de Saúde) dão para o país os valores de 8% em 2011 para a Educação e de 2,6% em 2012 para a Saúde. Note-se que parte da diferença de valores deve resultar do facto de estarmos a falar de anos diferentes mas parte importante dela deve resultar de nas opções políticas do Governo um sector e outro não terem a mesma priroridade que têm noutros países.
Por exemplo, também em 2011, a Tailândia gastou 14,2% em Saúde e a vizinha Indonésia 6,9%, enquanto a Malásia se ficava pelos 5,8% do seu orçamento.
Quanto aos gastos em Educação, os 8% gastos por Timor Leste são ultrapassados pelos 15% da Indonésia, pelos 21% da Malásia e pelos 24% da Tailândia.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Estrutura das despesas reais ao abrigo do OGE13
A repartição dos dinheiros pagos a partir do Orçamento Geral do Estado de 2013 incluiu 27,7% para "Serviços Públicos Gerais", 7% para "Saúde" e 10,9% para "Educação",num total geral de 836 milhões gastos efetivamente no quadro do "Fundo Consolidado de Timor-Leste".
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