sexta-feira, 27 de junho de 2014

Any comments?!...

Orçamento de "Bens e serviços" da Secretaria de Estado para a Política de Formação Profissional e o Emprego (SEFOPE): orçamento de 2013, gasto efectivamente naquele ano, proposta do Governo para o Orçamento de 2014 tal como apresentada ao Parlamento Nacional em fins de 2013 e Orçamento para 2014 tal ficou depois das negociações entre o Governo e o Parlamento e que foi aprovado pelo plenário deste no início de 2014 (orçamento em vigor).

 
 
Quem quer comentar? Compare-se, por exemplo, a evolução dos números da rubrica "viagens locais". Ou a dos "serviços profissionais". Veja com olhos de ver.
Nesta última, por exemplo, repare-se no "salto" de 359 mil USD do OGE13 para os 877 mil do OGE14 com uma "passagem" pelos 477 mil da proposta de orçamento para 2014. Nas "viagens locais" note-se a subida de 103 mil USD para 743 mil de um ano para o outro. Sete vezes mais. E quase o triplo entre a proposta de orçamento e o OGE14 aprovado.
Nota final: a taxa de execução actual (hoje, 27JUN14) destas últimas é de apenas 14% --- a meio do ano, quando deviam estar gastos cerca de 50% das verbas orçamentadas. 
 
Any comments?!...

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Preços em Timor Leste: (quase) paradões, dizem as estatísticas!


A Direcção Geral de Estatísticas do Ministério das Finanças de Timor Leste publicou recentemente o boletim sobre a evolução do Índice de Preços relativo a Maio de 2014. O quadro abaixo dá-nos o panorama principal.
 

 
Por ele se pode verificar que entre Maio de 2013 e Maio de 2014 os preços  no país subiram apenas 0,3%, sendo que os dos produtos alimentares se mantiveram constantes. Mais, os dados publicados dizem-nos que estes últimos viram os seus preços baixarem 0,8% em Maio comparativamente com Abril, o que se terá ficado a dever ao final da época das chuvas e o aumento da produção agrícola, nomeadamente de frutas.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

De tudo um pouco...

Nestes últimos dias, a propósito de declarações do Primeiro Ministro Xanana Gusmão, saltou para as primeiras páginas dos jornais a questão da taxa de execução do Orçamento de Timor Leste para 2014.

Nos quadros abaixo pode ver-se o essencial da informação sobre o assunto. Note-se que nas duas últimas colunas aparecem duas percentagens de execução: uma é a que é usada pelo Governo e inclui quer as verbas REALmente pagas pelo Tesouro quer as OBRIGAÇÕES entretanto assumidas contratualmente e que se virão a converter, mais ou menos a curto/médio prazo, em pagamentos REAIS.



Uma conta "primária" que se poderia fazer é a de que dado que estes dados são do final do quarto mês do ano (Abril), i.e., um terço do ano de 2014, deveriam estar gastos cerca de 33% dos recursos do Orçamento. Porém, não se pode fazer estas contas pois o orçamento entrou em vigor, na prática na segunda metade de Fevereiro e porque o ritmo de gastos nunca é uniforme ao longo do ano.
Assim sendo, uma "execução" (dinheiro pago + obrigações) de cerca de 22% até nem é muito má dadas as circunstâncias. O pior é quando se olha para o dinheiro efectivamente pago no geral: cerca de 13%. Fracote... :(

E mais fracote é o desempenho quando olhamos para os vários ministérios e outros serviços individualmente. o Fundo de Infraestruturas, por exemplo, só pagou efectivamente cerca de 5,5% das verbas que teoricamente pode pagar. Como este Fundo é o que tem no seu âmbito as maiores obras, fundamentais para o desenvolvimento do país, pode-se considerar que "algo não vai bem no reino da Dinamarca"... E que é preciso que vá melhor...

Outro aspecto a referir é a evolução da inflação. Segundo dados recentemente divulgados pela Direcção Geral de Estatística (www.statistics.gov.tl ) a taxa homóloga de Abril passado (Abril de 2014 contra Abril de 2013) foi de apenas 1,4%. Em Março esta taxa era de 1,8% e em 2013 (Dezº) de 2,4%. Isto significa que "o que os números dão" é hoje uma taxa de inflação baixa e que tem vindo a diminuir.


Taxas de inflação baixas são uma boa notícia para os consumidores mas não necessariamente para a economia nacional. Estas taxas baixas normalmente andam associadas a períodos de crescimento económico mais lento e este pode ser um sinal de que a produção nacional está a "andar" em vez de "correr". Isto é, que a taxa de crescimento da produção pode estar a ser mais baixa do que o desejado pelo Governo, por exemplo.

Finalmente, os últimos números do Fundo Petrolífero. Dados recentemente divulgados pelo Banco Central de Timor-Leste (BCTL) (www.bancocentral.tl )dão como capital do Fundo, em fim de Março passado, cerca de 15,7 mil milhões de USD, contra 14,9 milhões no fim de Dezembro de 2013.

 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

"Doing business" em Timor Leste

O Banco Mundial, particularmente através do seu "braço 'armado'" para o sector privado, a International Financial Corporation (IFC), prepara anualmente um conjunto de relatórios sobre o ambiente e a facilidade de exercer a actividade empresarial no mundo e em vários países.
Veja abaixo os links para vários relatórios:

Relatório global de 2014:
http://www.doingbusiness.org/~/media/GIAWB/Doing%20Business/Documents/Annual-Reports/English/DB14-Full-Report.pdf

Relatório de Timor Leste:
http://portugues.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/~/media/giawb/doing%20business/documents/profiles/country/TMP.pdf

Principais dados sobre Timor Leste:
http://portugues.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/timor-leste

 
 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Os dados estatísticos de Timor Leste segundo o FMI

A cada seis meses, em Abril e em Outubro ou final de Setembro, o FMI publica o seu World Economic Outlook, ou "Perspectivas da Economia Mundial". Juntamente com o relatório o Fundo publica também uma importante base de dados estatísticos relativos a quase todos os países do mundo.
O quadro abaixo dá-nos os valores publicados para o período 2007-2017 na base de dados do relatório hoje mesmo publicado. Os valores a vermelho são estimativas.


Note-se, por exemplo, que a estimativa da taxa de inflação para 2013 (final do ano) é de 10,4% mas a taxa observada pela Direcção Geral de Estatística foi de apenas 4% como já temos salientado aqui.
Por outro lado a estimativa de crescimento do PIB é de 8,4%, quando a estimativa do Governo tal como publicada no Livro 1 do OGE2014 foi de 8%, uma diferença pouco significativa.
O rendimento per capita terá aumentado mais de 50% entre 2007 e 2013.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Volta e meia, meia volta...

... alguém se lembra de atribuir uma parte mais ou menos importante da subida de preços que se verificou há anos à presença de uma forte comunidade estrangeira no país, particularmente de forças militares.

Não digo que essa presença foi mais ou menos "inócua" quanto aos preços em geral mas ela foi, creio, menor do que muitos pensam. Pelo menos quanto à inflação "registada".
E isto porque os preços que eram recolhidos pelos serviços de estatística até ao final da utilização da base DEZ2001=100 (que terminou em DEZ2012) eram usualmente obtidos, pelo menos os que diziam respeito à maioria dos gastos que entravam no cálculo do Índice de Preços no Consumidor (bens alimentares), exclusivamente nos mercados tradicionais da cidade: Taibessi, Becora e Comoro, assinalados no quadro abaixo como T, C e B. Note-se que estes mercados tiveram uma "vida" diferente ao longo do tempo: o de Taibessi foi "substituído" pelo de "Ali laran" na saída sul de Dili, o de Becora quase "morreu" desde a agitação de 2007 e o de Comoro "mudou de casa" há pouco tempo...


Esta selecção de mercados data de meados de 2001 e obedeceu ao princípio de escolher apenas locais de abastecimento tradicional da população timorense da cidade, os referidos mercados. Dessa selecção NÃO constavam, propositadamente, locais frequentados por consumidores estrangeiros.
Recorde-se que na altura, um pouco como agora, os clientes desses mercados eram quase exclusivamente timorenses, podendo contar-se pelos dedos de uma mão os "malais" que os utilizavam para se abastecerem.
O "grande" centro de abastecimento destes era o então único supermercado existente na cidade, o "defunto" "Hello, Mister!...", que devia o nome à ainda hoje vulgar expressão usada pelas crianças para chamar a atenção dos "malais". O supermercado, como se sabe, foi queimado pouco depois da restauração da independência, em incidentes de Dezembro de 2002.

A influência da presença de "malais" é mais de natureza indirecta, pois que muitos deles se instalaram em habitações em que pagam rendas a senhorios timorenses, aumentando assim a disponibilidade de dinheiro junto da comunidade nacional que se repercutiu no aumento da procura e este, por sua vez, no aumento dos preços. A procura da comunidade estrangeira, militar ou civil, por outros serviços (hotéis, aparthotéis, restaurantes) e bens (nomeadamente alguns equipamentos de transporte e para o lar) veio aumentar a circulação monetária que se repercutiu, por sua vez, em alguma pressão sobre os preços.

O "ponto", porém, é que essa presença estrangeira, se é verdade que gerou um aumento da procura e, nesse sentido, alguma pressão sobre os preços, não pode ser considerada, nem de perto nem de longe, como um factor mais importante do que efectivamente é. Como pensamos que já demonstrámos várias vezes, a causa principal da grande aceleração da subida dos preços verificada em 2011 e 2012 foi o "disparar" dos gastos públicos que então se verificou.

Nota 1: no quadro acima são apresentados os preços, em USD, do arroz e da mandioca ao longo do primeiro semestre de 2009 tal como recolhidos nos três grandes mercados da cidade. É com base nesses preços e no peso relativo dos produtos no cabaz de consumo dos consumidores que se calcula a taxa de inflação
Nota 2: repare-se que, como tem acontecido ao longo do tempo, o preço do arroz "local" (nacional) é sistematicamente superior ao do arroz importado. Se tivéssemos uma série mais longa poderíamos verificar que os preços são/eram muito estáveis. Estes dois aspectos --- arroz "local" mais caro que o importado e preços muito rígidos --- mereciam um estudo com bases científicas fortes sobre os seus "quês" e "porquês"...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Como se calcula a taxa de inflação

A taxa de inflação de um país é calculada determinando a evolução do Índice de Preços no Consumidor. Este pretende ser um resumo, com base num determinado mês, do preço de um "cabaz de compras" médio das famílias do país. Nesse "cabaz" um leque de produtos usualmente consumidos entra com determinado "peso" no total.
No caso de Timor Leste são calculados três Índices e por isso há três "cabazes": um para o conjunto do país, outro para Dili e outro para o "resto do país excepto Dili", o "ex-Dili".
O quadro abaixo dá-nos o peso relativo de cada grupo de produtos, subgrupo e produtos em cada um desses 3 "cabazes".

Como se pode verificar o arroz e os vegetais são o "produto" com maior peso seja qual for o "cabaz" considerado. Assim, por exemplo, os 17,2 da linha "arroz" na coluna "Timor Leste" significam que, em média, os consumidores nacionais gastam 17,2% do total das suas despesas de consumo a adquirir arroz. No caso de Dili essa percentagem desce para 15,1% mas no caso do resto do país que não Dili ela sobe para 26,8%.
Os "vegetais" são outro "produto" muito importante na alimentação dos timorenses, com 15,5% das despesas totais.
No total, o grupo da "alimentação e bebidas não alcoólicas" absorve 64,3% dos gastos das famílias nacionais em cada mês. Em Dili gasta-se 61,9% em alimentação e bebidas não alcoólicas mas no resto do país essa percentagem sobe para 75,4%.
Estas diferenças são o reflexo da diferente estrutura de consumos entre os "dilienses" e o resto dos seus concidadãos, sendo a daqueles mais "moderna", como se pode ver pela maior percentagem de gastos em "vestuário e calçado", "habitação", "transportes" ou "educação", por exemplo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ainda a taxa de inflação e sua descida significativa

No "post" anterior indagámos sobre algumas das componentes do Índice de Preços no Consumidor cujo comportamento, mais estável em termos das suas taxas de variação (ex: arroz e vegetais, duas componentes fundamentais do "cabaz de compras" usado para cálculo do IPC), ajudam a compreender melhor o que se passou.
Como referi numa outra "entrada" a baixa da taxa de inflação explica-se "matematicamente" pelo facto de ela ser agora calculada (taxa homóloga) relativamente a índices que já estão no "patamar" de lento crescimento.

Uma das razões mais "profundas" dadas como causa do surto inflacionário dos últimos anos, particularmente os anos de 2011 e de 2012 (taxas homólogas de Dezembro:17,4% e 11,7%, respectivamente) foi o grande aumento das despesas públicas então verificado.

Note-se que o que interessa nestas é o valor que entra efectivamente na economia através dos pagamentos efectuados pelo Estado, mais que o valor dos respectivos Orçamentos, já que a taxa de execução destes é, por vezes, limitada (por exemplo, 76% em 2013).
Ora, os valores dos Orçamentos e dos pagamentos efectuados nestes últimos anos foram como segue (valores em milhões de USD):

2010: OGE:   838; pago:   760; taxa de inflação homóloga de Dezembro: 9,2%
2011: OGE: 1306; pago: 1097; idem: 17,4%
2012: OGE: 1807; pago: 1198; idem: 11,7%
2013: OGE: 1650; pago: 1083; idem:   4,0%

Parece evidente que a "explosão" de gastos reais (+44%) em 2011 relativamente a 2010 foi o "detonador" da subida rápida dos preços que então se verificou. A força de inércia da subida dos preços "alimentada" pelo (ainda que ligeiro) acréscimo de gastos em 2012 ajudou a manter a taxa de inflação em dois dígitos mas já, nitidamente, "perdendo gás"... Esta "perda de gás", de "momentum", continuou no ano seguinte (2013) ajudada com a descida dos gastos realmente efectuados pelo Estado em quase 10%.
Uma certa "racionalidade económica" dos vários agentes envolvidos e, acredito, o convencimento de muitos de que se tinham atingido patamares de preços que começavam a, devido à perda de poder de compra que implicaram (os salários, por exemplo, terão perdido cerca de 40% do seu poder de compra em 3 anos!), ser incomportáveis para a maioria dos consumidores, levando a quedas da quantidade (senão mesmo também da qualidade...) de consumo, incluindo alimentar.
Tudo isto, creio, está na base de uma crescente moderação das subidas dos preços --- mas subidas... --- que acabaram por, ao longo do tempo, conduzir à queda da taxa homóloga (e também da taxa média, agora em cerca de 9% ou mesmo menos) de inflação.
Tudo se passou um pouco como quando se dispara uma bala (de canhão, neste caso...): feito o disparo (em 2011), a bala subiu muito mas depois, à medida que o tempo e o espaço aumentavam, foi perdendo força e começou a cair... Até quase se "estatelar" no chão...

"Tenho dito"!... ;)

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Inflação em Fevereiro/14: os números

A Direcção Geral de Estatística divulgou mais um boletim com números sobre a evolução dos preços em Timor Leste (veja em www.statistics.gov.tl e escolha o texto em inglês porque em português ele aparece como "Statistica" e remete para a "taxa de consumo" ???? e depois aconselha a seguir para a página em inglês...).
Da consulta do site se conclui que a taxa homóloga de Fevereiro passado (sobre FEV13) para todo o país foi de 2,4%, uma queda em relação aos 4% de Dezembro de 2013. A taxa equivalente apenas para Dili foi de 2,1%.


A taxa média de Fevereiro/14 só pode ser calculada, com os dados disponíveis, para Dili. Esta, que tinha sido de 11,2% em DEZ13 (contra os 4% da taxa homóloga), foi naquele mês de 9,4%. A taxa média de 2013 (média dos IPC desse ano contra a média dos IPC de 2012) foi para Timor Leste de 9,5%.

No gráfico acima pode verificar-se que a evolução da taxa de inflação global está estreitamente ligada à da "alimentação", cujo grupo de produtos representa, só por si, 64,3% do "cabaz de compras" que permite calcular a taxa de inflação.
Se aprofundarmos um pouco a análise verificaremos a evolução dos preços da "alimentação" está, por sua vez, muito influenciada pela do arroz já que este representa só por si, entre importado e local, cerca de 20% do cabaz de compras, sendo a esmagadora maioria dele importado.

No gráfico abaixo apresentamos, com base DEZ2012=100, a evolução do índice do preço do arroz em Dili e no mercado internacional segundo a base de dados IndexMundi (http://www.indexmundi.com/commodities/?commodity=rice&months=60) que retrata a evolução dos preços do "Rice, 5 percent broken milled white rice, Thailand nominal price quote, US Dollars per Metric Ton" [preço do arroz 5% partido da Tailândia].



 
Os dois gráficos acima dizem-nos que os preços do arroz no mercado internacional têm estado, desde pelo menos o final do ano passado, a descer em valor absoluto. A lentidão da subida dos preços do arroz em Timor Leste ajuda a compreender a redução da taxa de inflação. Note-se que esta lentidão se faz com taxas ainda positivas, o que quer dizer que o preço do arroz está a aumentar ainda que de uma forma muito mais lenta que anteriormente.
 
Tudo isto nos remete, para além de um funcionamento do mercado nacional de arroz não completamente transparente e "normal", para uma grande dependência da inflação interna relativamente à evolução do preço do principal cereal que entra na composição da alimentação dos timorenses.
Se se verificar uma inversão da tendência à descida dos preços internacionais isso vai reflectir-se, no mesmo sentido, na taxa de inflação interna pois o arroz importado é uma componente muito grande do cabaz de compras que permite calcular a taxa de inflação de Timor Leste.
 
Uma referência ao grupo dos "vegetais", responsável também por quase 20% do cabaz de compras.
O gráfico abaixo representa a evolução do Índice de Preços no Consumidor deste grupo de produtos. Como se pode verificar houve, principalmente a partir de meados de 2013, um forte abrandamento da taxa de variação que se reflectiu na evolução da própria taxa global de inflação em Timor Leste.
 
 
 Temos, pois, que "arroz" e "vegetais" são dois "produtos" cujo comportamento dos preços deve ser acompanhada com mais cuidado. É o que faremos.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Inflação em 2013: olhando mais a fundo...

Uma taxa de inflação é um valor global, calculado para um determinado "cabaz de compras" num determinado momento ou ao longo do tempo.
Mas esse cabaz tem várias componentes, da alimentação (arroz, vegetais, peixe, carne, etc) às despesas de habitação, às despesas com transporte, com educação, etc.
A determinação da taxa de inflação para cada um destes grupos é importante para achar os "culpados"...
O quadro abaixo dá-nos as taxas de inflação para alguns dos grupos/produtos que entram no cálculo da inflação. Recorde-se que o grupo dos bens alimentares é, de longe, o mais importante no "cabaz de compras", com um pouco mais de 60%.

 
 
PS - Só mais uma coisinha, só mais uma coisinha! Trata-se do peso dos diversos grupos de produtos no "cabaz de compras" que serve de base ao cálculo do IPC. Cada valor representa a percentagem dos respectivos grupos de bens no orçamento de uma família "média" timorense. Note-se o peso "esmagador" dos gastos com a alimentação, típico de famílias de baixo rendimento como são, em média, as famílias timorenses. Entre 2001 e 2012 este grupo baixou apenas cerca de 2 pontos percentuais no seu peso no "cabaz" (os valores, na realidade, NÃO são totalmente comparáveis porque agora se incluem as bebidas não alcoólicas).