Porque é que ao fim de tantos anos algumas pessoas continuam a incluir as FINANÇAS PÚBLICAS e quanto lhes diz (indiretamente) respeito --- incluindo a construção de um edifício novo para o Ministério das Finanças... --- no SISTEMA FINANCEIRO?!... A única "coincidência" é ambos "mexerem" com dinheiro...
Só que, como se diz na WIKIPÉDIA,
"Em termos gerais, o sistema financeiro tem como finalidade primordial transferir os recursos em poder dos poupadores (investidores) para o setor produtivo ou para o setor de consumo. É constituído basicamente pelos mercados (onde vários agentes realizam essa transferência mediante operações de compra, venda ou troca de ativos financeiros), por instituições financeiras [bancos comerciais, seguradoras, bolsas de valores] e pelos órgãos reguladores do sistema [nomeadamente o Banco Central]
Segundo Franklin Allen e Douglas Gale em Comparing Financial Systems, "sistemas financeiros são cruciais para a afetação de recursos em uma economia moderna. Eles canalizam as poupanças das famílias para o setor produtivo e afetam fundos de investimento entre as firmas."
Por outro lado, "as Finanças Públicas abrangem a captação de recursos pelo Estado, sua gestão e seu gasto para atender às necessidades da coletividade e do próprio Estado."
Entendido? Juram que nunca mais metem as Finanças Públicas e quanto lhe diz respeito no "saco" do "Sistema Financeiro"?!... Juram mesmo?!... Olhem que eu me "passo"!...
Porque "carga de água" a construção de um edifício para um Ministério das Finanças há-de estar classificada como "programa de sistema financeiro e reforço das [suas] infraestruturas"?!... ;)
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Estimativas do FMI com interesse para Timor Leste
O FMI-Fundo Monetário Internacional acaba de publicar (21JAN14) uma actualização da sua publicação de referência, o World Economic Outlook. Este WEO Update faz a revisão de algumas previsões anteriores, de uma maneira geral no sentido de uma melhoria da situação económica internacional --- ainda que com vários riscos ainda espreitando.
Duas das suas estimativas são particularmente importantes para Timor Leste. Uma delas é a evolução do preço do petróleo e a outra a da taxa de juro (LIBOR) em dólares.
Quanto à primeira, prevê-se que a média dos preços de vários tipos de petróleo seja, em 2014, de 103,84 USD/barril, uma ligeira descida relativamente aos 104,11 USD/barril de 2013. Em 2015 a queda será maior, prevendo-se que aquela média venha a ser de 98,47 USD/barril. A estimativa para 2014 é 2,8% mais alta do que a que tinha sido feita apenas há 3 meses, quando foi publicado a versão do Outono do World Economic Outlook. Para isso contribui o facto de as expectativas de crescimento das economias mais avançadas serem agora melhores: 2,2% contra 1,3% em 2013 (+0,2 pontos percentuais acima das estimativas de Outubro no caso das economias avançadas).
Quanto à taxa de juro, ela continua em níveis historicamente muito baixos, esperando-se que a LIBOR do dólar se fixe, em média em 2014 e para os depósitos a 6 meses, nos 0,4% (0,2 pontos percentuais menos que nas estimativas do Outono). Menor taxa de juro significa menores rendimentos dos investimentos do Fundo Petrolífero em títulos do Tesouro.
Aliás, estas baixas taxas de juro e consequente baixo rendimento dos fundos próprios do banco central do país e outras razões estão na base da necessidade de reforçar o capital social do Banco Central de Timor-Leste tal como solicitado por este e acordado pelo Governo (mais 30 milhões de USD em 2014, fazendo o capital do BCTL passar de 20 para 50 milhões de USD num percurso que o levará, em 2017, até aos 100 milhões de USD).
Duas das suas estimativas são particularmente importantes para Timor Leste. Uma delas é a evolução do preço do petróleo e a outra a da taxa de juro (LIBOR) em dólares.
Quanto à primeira, prevê-se que a média dos preços de vários tipos de petróleo seja, em 2014, de 103,84 USD/barril, uma ligeira descida relativamente aos 104,11 USD/barril de 2013. Em 2015 a queda será maior, prevendo-se que aquela média venha a ser de 98,47 USD/barril. A estimativa para 2014 é 2,8% mais alta do que a que tinha sido feita apenas há 3 meses, quando foi publicado a versão do Outono do World Economic Outlook. Para isso contribui o facto de as expectativas de crescimento das economias mais avançadas serem agora melhores: 2,2% contra 1,3% em 2013 (+0,2 pontos percentuais acima das estimativas de Outubro no caso das economias avançadas).
Quanto à taxa de juro, ela continua em níveis historicamente muito baixos, esperando-se que a LIBOR do dólar se fixe, em média em 2014 e para os depósitos a 6 meses, nos 0,4% (0,2 pontos percentuais menos que nas estimativas do Outono). Menor taxa de juro significa menores rendimentos dos investimentos do Fundo Petrolífero em títulos do Tesouro.
Aliás, estas baixas taxas de juro e consequente baixo rendimento dos fundos próprios do banco central do país e outras razões estão na base da necessidade de reforçar o capital social do Banco Central de Timor-Leste tal como solicitado por este e acordado pelo Governo (mais 30 milhões de USD em 2014, fazendo o capital do BCTL passar de 20 para 50 milhões de USD num percurso que o levará, em 2017, até aos 100 milhões de USD).
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
O Fundo de Infraestruturas de Timor Leste: 2014 vs. 2013
No quadro abaixo figuram 3 informações relativas ao Fundo de Infraestruturas de Timor Leste: a execução no fim de 2013 (pouco mais de 50% do previsto), a proposta inicial do Governo para 2014 e os valores efectivamente aprovados para este ano. Notem-se as diferenças.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Visão do FMI sobre a política orçamental de Timor Leste
Do relatório do Fundo Monetário Internacional sobre Timor Leste publicado em 2 de Dezembro passado (vd link em entrada mais abaixo) retirámos o seguinte excerto:
Relatório do FMI sobre Timor Leste
No dia 2 de Dezembro passado o FMI publicou o seu último estudo sobre a economia de Timor Leste elaborado ao abrigo do Artº IV dos seus Estatutos.
Consulte-o aqui.
Consulte-o aqui.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Rapa, tira, deixa e põe...
Nos últimos anos têm-se acentuado as críticas ao facto de o Orçamento de Estado de Timor Leste ter uma taxa de execução global de cerca de 80%, muito abaixo dos desejados 100% (ou quase).
Uma consulta do Portal das Finanças agorinha mesmo (8h43m HOTL) permite concluir que a taxa de execução actual vai nos 69,5% quando falta menos de um mês para terminar o ano, isto é, decorridos 92% do ano. O Portal defina como taxa de execução o somatório dos pagamentos efectivos com as obrigações contratualmente assumidas em percentagem do valor orçamentado. Note-se que nem todas as "obrigações" virão, por uma razão ou outra, a converter-se em pagamentos reais até ao fim do ano fiscal, em 31 de Dezembro próximo.
Aquela taxa de execução significa que, mais uma vez, a taxa de execução global do OGE vai ficar muito abaixo da meta (que seria os 100%).
Uma análise mais fina, porém, diz-nos que a rubrica com menor execução (tal como em anos anteriores) é a do Fundo de Infraestruturas, com 39,6% e isso influencia significativamente a taxa global, reduzindo-a uns bons pontos percentuais.
A "dotação para todo o Governo" também tem uma taxa de execução baixa: 61,5%.
Brinquemos agora ao "rapa, tira, deixa e põe"... :)
Se aos valores globais retirarmos os da execução do Fundo de Infraestruturas, a taxa de execução global passa para 86,8%. Se além disso retirarmos o valor das "dotações para todo o Governo" a taxa aumentará para 88,2% (a comparar com os 92% do ano decorrido).
Temos, pois, que onde o Governo tem de introduzir correcções é no Fundo de Infraestruturas. Mas aqui põe-se a velha questão: o copo está meio cheio ou meio vazio? O que está mal: a orçamentação, que parece exagerada, ou a capacidade de execução, que parece fraca? Ou as duas, uma, a orçamentação, devendo estar mais de acordo com a capacidade demonstrada de execução?
Tenho para mim que o problema se verifica nos dois lados (formulação do Orçamento e execução do mesmo) mas com mais problemas na formulação, que deve ser mais "realista" e menos "ambiciosa".
O fim, anunciado para 2020 ("amanhã"!...), das receitas petrolíferas vai, acreditamos, impor a sua lei e fazer baixar os Orçamentos do país. E não só ao nível das infraestruturas mas também em muitos outros domínios, nomeadamente nas compras de bens e serviços, onde alguns responsáveis parecem ter "mais olhos que barriga"... Vão ter de se adaptar ao tempo dos karaus magros...
Uma consulta do Portal das Finanças agorinha mesmo (8h43m HOTL) permite concluir que a taxa de execução actual vai nos 69,5% quando falta menos de um mês para terminar o ano, isto é, decorridos 92% do ano. O Portal defina como taxa de execução o somatório dos pagamentos efectivos com as obrigações contratualmente assumidas em percentagem do valor orçamentado. Note-se que nem todas as "obrigações" virão, por uma razão ou outra, a converter-se em pagamentos reais até ao fim do ano fiscal, em 31 de Dezembro próximo.
Aquela taxa de execução significa que, mais uma vez, a taxa de execução global do OGE vai ficar muito abaixo da meta (que seria os 100%).
Uma análise mais fina, porém, diz-nos que a rubrica com menor execução (tal como em anos anteriores) é a do Fundo de Infraestruturas, com 39,6% e isso influencia significativamente a taxa global, reduzindo-a uns bons pontos percentuais.
A "dotação para todo o Governo" também tem uma taxa de execução baixa: 61,5%.
Brinquemos agora ao "rapa, tira, deixa e põe"... :)
Se aos valores globais retirarmos os da execução do Fundo de Infraestruturas, a taxa de execução global passa para 86,8%. Se além disso retirarmos o valor das "dotações para todo o Governo" a taxa aumentará para 88,2% (a comparar com os 92% do ano decorrido).
Temos, pois, que onde o Governo tem de introduzir correcções é no Fundo de Infraestruturas. Mas aqui põe-se a velha questão: o copo está meio cheio ou meio vazio? O que está mal: a orçamentação, que parece exagerada, ou a capacidade de execução, que parece fraca? Ou as duas, uma, a orçamentação, devendo estar mais de acordo com a capacidade demonstrada de execução?
Tenho para mim que o problema se verifica nos dois lados (formulação do Orçamento e execução do mesmo) mas com mais problemas na formulação, que deve ser mais "realista" e menos "ambiciosa".
O fim, anunciado para 2020 ("amanhã"!...), das receitas petrolíferas vai, acreditamos, impor a sua lei e fazer baixar os Orçamentos do país. E não só ao nível das infraestruturas mas também em muitos outros domínios, nomeadamente nas compras de bens e serviços, onde alguns responsáveis parecem ter "mais olhos que barriga"... Vão ter de se adaptar ao tempo dos karaus magros...
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Posso fazer uma pergunta?!...
Porque é que o preço do petróleo nos mercados internacionais tem estado a descer há cerca de 3 meses (dos cerca de 110 USD/barril para os actuais cerca de 94) e no entanto o preço dos combustíveis em Dili não sai da cepa torta?!...
E já agora: porque é que, contrariamente ao expectável, o preço dos combustíveis em Baucau é MAIS BAIXO do que em Dili (cerca de 5 centavos em cada litro)?
Porque será?!... ;)
E já agora: porque é que, contrariamente ao expectável, o preço dos combustíveis em Baucau é MAIS BAIXO do que em Dili (cerca de 5 centavos em cada litro)?
Porque será?!... ;)
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
I had a dream...
I had a dream: ver as mikroletes de Dili (pelo menos...), pouco confortáveis para os seus passageiros, quantas vezes transportados como "sardinha em lata", substituídas por mini-buses ou, eventualmente (nas carreiras mais concorridas) por autocarros para transporte público urbano.
Difícil? Não me parece desde que haja a vontade política de dar melhores condições de transporte aos timorenses. Tudo terá de passar por tentar associar os actuais donos das mikroletes em 2 ou 3 empresas/cooperativas (porque não uma, anónima ou por quotas?) e dar a estas condições para, num período de 5-8 anos, substituírem o actual parque automóvel por outro de melhor qualidade.
Isso pode/deve passar por o Estado, em associação com a banca comercial, assegurar financiamento com taxas de juro bonificadas, bem abaixo das actuais taxas de juro dos empréstimos. O Estado pode ainda ajudar com o financiamento do processo de conversão dos actuais motoristas em motoristas profissionais de transportes públicos urbanos. Com carta de condução "como deve ser" e tudo...
Claro que se for necessário se pode dar um "empurrãozinho" no processo definindo que findo o período de transição não haverá licenças de transporte urbano para outros operadores que não os que cumprirem as normas estabelecidas...
Esquema semelhante pode/deve ser adoptado para o transporte de longo curso, por exemplo as linhas Dili-Baucau BM (porque não começar com esta, ligando as duas principais cidades do país?), Dili-Maliana BM, Dili-Lospalos BM, etc.
I had a dream... ;)
PS (25NOV13): será isto aceitável?
Difícil? Não me parece desde que haja a vontade política de dar melhores condições de transporte aos timorenses. Tudo terá de passar por tentar associar os actuais donos das mikroletes em 2 ou 3 empresas/cooperativas (porque não uma, anónima ou por quotas?) e dar a estas condições para, num período de 5-8 anos, substituírem o actual parque automóvel por outro de melhor qualidade.
Isso pode/deve passar por o Estado, em associação com a banca comercial, assegurar financiamento com taxas de juro bonificadas, bem abaixo das actuais taxas de juro dos empréstimos. O Estado pode ainda ajudar com o financiamento do processo de conversão dos actuais motoristas em motoristas profissionais de transportes públicos urbanos. Com carta de condução "como deve ser" e tudo...
Claro que se for necessário se pode dar um "empurrãozinho" no processo definindo que findo o período de transição não haverá licenças de transporte urbano para outros operadores que não os que cumprirem as normas estabelecidas...
Esquema semelhante pode/deve ser adoptado para o transporte de longo curso, por exemplo as linhas Dili-Baucau BM (porque não começar com esta, ligando as duas principais cidades do país?), Dili-Maliana BM, Dili-Lospalos BM, etc.
I had a dream... ;)
PS (25NOV13): será isto aceitável?
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
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