Pois é... Não resisti e, depois de ler as partes principais do texto (aconselho uma leitura cuidada das partes IV e V mas reconheço que não é para principiantes...), fui ao fim do texto ver quais as suas conclusões principais. Aqui vão elas no texto original, em inglês, seguidas da tradução (minha) para português.
"Microstates that gain independence will have an array of exchange rate choices to choose from, though they are likely to be constrained by structural features and their own history.
The cost-benefit analysis of which form of hard peg to choose varies from one microstate to another, but limited human, institutional and financial capabilities as well as a small population will tilt the choice towards the hardest form of exchange rate, namely full dollarization. Fully outsourcing ones exchange rate policy is advisable in such a case.
The benefit of moving to less hard pegs rises as a country is larger, institutionally more developed and growing rapidly. It should be noted that we have not looked at the impact of different exchange rate arrangements on the economic performance of microstates—an altogether different subject. "
Tradução:
"Os microestados que alcançam a independência têm à sua disposição um leque alargado de escolhas disponíveis quanto ao regime de taxa de câmbio que terão de escolher; sabe-se, no entanto, que estão limitados na sua liberdade de escolha por um conjunto de características estruturais e pela sua própria História.
A análise custo-benefício sobre que forma de regime cambial hard peg escolher varia de país para país mas as limitadas capacidades em recursos humanos [qualificados], instituições e financeiras bem como a dimensão da população tenderão a apontar no sentido do regime cambial mais “duro”, nomeadamente a completa dolarização. Fazer o outsourcing completo da política cambial do país parece ser, nestes casos, o mais aconselhável.
O benefício de mudar para formas menos rígidas de hard peg aumenta para o caso de países maiores, institucionalmente mais desenvolvidos e que crescem rapidamente.
Note-se que não olhámos para o impacto dos diferentes regimes cambiais no ritmo de crescimento económico dos microestados --- o que é um assunto completamente diferente."
O que fica acima precisa de uns quantos esclarecimentos para não especialistas. Vejamos alguns:
a) a introdução de uma moeda nacional tem uma faceta estritamente (?) monetária e outra cambial, que se refere à necessidade de fixar a taxa de câmbio e, principalmente, o seu regime de administração/gestão (o regime cambial). São quase duas faces da mesma moeda. O texto refere-se essencialmente aos aspectos mais "cambiais" e de escolha do regime cambial para a gestão da moeda;
b) há basiacamente dois grandes grupos de regimes cambiais: (i) os mais "duros", mais rígidos, em que a possibilidade de as autoridades cambiais do país (o banco central...) influenciarem alterações da taxa de câmbio é muito limitada --- os regimes de "hard peg"; e os (ii) regimes menos rígidos, em que o banco central pouco intervem no mercado cambial e a taxa de câmbio flutua com alguma frequência --- daí serem regimes "flexíveis", com taxas mais "flutantes" (floating rates);
c) o texto põe de parte quase que à partida a adopção de regimes "flexíveis" pelos microestados (estados com menos de 2 milhões de habitantes, como Timor Leste e Cabo Verde, por exemplo) , restringindo a opção que estará efectivamente disponível a estes países a diferentes formas de "hard pegs", "taxas rígidas" (na verdade umas mais rígidas do que outras...). Estas são:
.. (i) a dolarização (um país usa a moeda de outro, como Timor Leste);
.. (ii) o "currency board" (os países mantêm uma taxa fixa face a uma determinada moeda a que estão "associados" --- p.ex., o dólar americano vale, há mais de 20 anos, cerca de 7,8 dólares de Hong Kong por decisão do banco central deste --- e obrigam-se a ter como reservas um valor desta igual à massa monetária do próprio país); e
..(iii) taxas fixas (para simplificar, quase iguais à anterior mas sem a obrigação quanto às reservas);
d) em qualquer dos casos de hard peg (ligação, a uma taxa rígida, a outra(s) moeda(s)), os únicos que, segundo o estudo, verdadeiramente interessam aos países pequenos, estes ficam quase sem política cambial e, devido às articulações entre esta e a política monetária, também, na prática, sem política monetária indepedente. O que não é necessariamente mau; antes pelo contrário...
Mas... leiam e pensem sobre oassunto.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Sugestão de leitura
Mesmo sem o ter lido ainda, não é difícil adivinhar o interesse de um Working Paper publicado recentemente pelo FMI que tem como título Exchange rate choices of microstates, sendo, para o efeito, estes definidos como os estados com menos de 2 milhões de habitantes.
Dada a importância do tema aqui fica a sugestão de leitura:
http://www.imf.org/external/pubs/cat/longres.cfm?sk=23527.0
Dada a importância do tema aqui fica a sugestão de leitura:
http://www.imf.org/external/pubs/cat/longres.cfm?sk=23527.0
sábado, 30 de janeiro de 2010
Dar a mão à palmatória
Depois de ter inserido a "nota" abaixo apercebi-me que ela já tinha sido desmentida pelo Governo da RDTL. Ainda bem que a "negociata" propagandeada pela empresa chinesa não passa, pelos vistos, de uma manobra disso mesmo: propaganda da empresa.
Mas que convinha esclarecer melhor os papéis de alguns dos agentes envolvidos na "negociata", isso convinha... Até para que situações semelhantes deste tipo não se repitam e prejudiquem a imagem de entidades públicas timorenses, "maxime" o próprio Governo.
As minhas desculpas aos leitores.
Mas que convinha esclarecer melhor os papéis de alguns dos agentes envolvidos na "negociata", isso convinha... Até para que situações semelhantes deste tipo não se repitam e prejudiquem a imagem de entidades públicas timorenses, "maxime" o próprio Governo.
As minhas desculpas aos leitores.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
"Tu dás-me um bananal e eu dou-te um cacho de bananas!"
Sem comentários (escritos... Porque em pensamento há muitos...):
"Sino Land Supply Green Green Foods ao Timor Leste Com o Acordo de Cooperação
NOVA YORK, NY e Guangzhou, China - (Marketwire - 01/11/10) - Sino Green Land Corporation (OTC.BB: sgla), um dos principais distribuidores na China de frutas e legumes de alta qualidade, anunciou hoje a assinatura de um acordo de cooperação com representantes de Timor Leste para fornecer alimentos verdes a Timor Leste, um país do sudeste asiático, com uma população de 1,2 milhões de pessoas. Os embarques de frutas de alta qualidade, vegetais e alimentos verdes são esperadas começar em Janeiro de 2010.
Anson Sr. Fong, Presidente, declarou: "Depois de ampla discussão e uma análise aprofundada das nossas operações e instalações, temos o prazer de anunciar este acordo de cooperação com representantes de Timor Leste para fornecimento de frutas de alta qualidade, vegetais e alimentos verdes para o país . Esses representantes locais têm relações próximas e recursos que darão apoio à nossa penetração no mercado local. Dinamizando os canais de importação de Timor Leste através de transferências directas da China, o preço das frutas, verduras e alimentos verdes fornecidos pela Sino Green Land será a preços muito competitivos, beneficiando a população local.
Após a penetração no mercado local, a Sino Green Land tem planos para cooperar com o Ministério da Agricultura de Timor Leste para desenvolver um local para a plantação de alimentos verdes em Timor Leste, onde iremos fornecer aos agricultores locais apoio em termos de tecnologia, plantio, colheita e comercialização de alimentos verdes. Essa é uma importante expansão geográfica para Sino Green Land e estamos animado sobre a oportunidade. Esperamos desenvolver uma forte presença de mercado na região, com o apoio do governo local. O nosso objetivo é conseguir a quota de mercado de cerca de 25% em Timor Leste até ao final de 2010. "
http://ir.stockpr.com/sinogreenland/company-news/detail/73/sino-green-land-to-supply-green-foods-to-east-timor-through-cooperative-agreement
"Sino Land Supply Green Green Foods ao Timor Leste Com o Acordo de Cooperação
NOVA YORK, NY e Guangzhou, China - (Marketwire - 01/11/10) - Sino Green Land Corporation (OTC.BB: sgla), um dos principais distribuidores na China de frutas e legumes de alta qualidade, anunciou hoje a assinatura de um acordo de cooperação com representantes de Timor Leste para fornecer alimentos verdes a Timor Leste, um país do sudeste asiático, com uma população de 1,2 milhões de pessoas. Os embarques de frutas de alta qualidade, vegetais e alimentos verdes são esperadas começar em Janeiro de 2010.
Anson Sr. Fong, Presidente, declarou: "Depois de ampla discussão e uma análise aprofundada das nossas operações e instalações, temos o prazer de anunciar este acordo de cooperação com representantes de Timor Leste para fornecimento de frutas de alta qualidade, vegetais e alimentos verdes para o país . Esses representantes locais têm relações próximas e recursos que darão apoio à nossa penetração no mercado local. Dinamizando os canais de importação de Timor Leste através de transferências directas da China, o preço das frutas, verduras e alimentos verdes fornecidos pela Sino Green Land será a preços muito competitivos, beneficiando a população local.
Após a penetração no mercado local, a Sino Green Land tem planos para cooperar com o Ministério da Agricultura de Timor Leste para desenvolver um local para a plantação de alimentos verdes em Timor Leste, onde iremos fornecer aos agricultores locais apoio em termos de tecnologia, plantio, colheita e comercialização de alimentos verdes. Essa é uma importante expansão geográfica para Sino Green Land e estamos animado sobre a oportunidade. Esperamos desenvolver uma forte presença de mercado na região, com o apoio do governo local. O nosso objetivo é conseguir a quota de mercado de cerca de 25% em Timor Leste até ao final de 2010. "
http://ir.stockpr.com/sinogreenland/company-news/detail/73/sino-green-land-to-supply-green-foods-to-east-timor-through-cooperative-agreement
Taxa de fecundidade
A "taxa de fecundidade" representa o número médio de filhos por mulher em idade de procriar (dos 15 aos 49 anos). Timor Leste, com 6,53, tem a 7ª maior taxa no mundo.
O primeiro é o Níger, com 7,19; Portugal está em 164º lugar, com 1,46 filhos/mulher. Dos países mais industrializados o Japão (215º lugar), com 1,22 filhos/mulher, é o que tem a taxa mais baixa.
A média mundial é 2,55. A Indonésia tem uma taxa de 2,18 e a Papua Nova Guiné de 3,78 filhos por mulher. Será que não é possível fazer baixar rapidamente esta taxa em Timor Leste? Para quando uma política decidida (e decisiva) nesse sentido?

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_fertility_rate citando http://www.un.org/esa/population/publications/wpp2006/WPP2006_Highlights_rev.pdf
O primeiro é o Níger, com 7,19; Portugal está em 164º lugar, com 1,46 filhos/mulher. Dos países mais industrializados o Japão (215º lugar), com 1,22 filhos/mulher, é o que tem a taxa mais baixa.
A média mundial é 2,55. A Indonésia tem uma taxa de 2,18 e a Papua Nova Guiné de 3,78 filhos por mulher. Será que não é possível fazer baixar rapidamente esta taxa em Timor Leste? Para quando uma política decidida (e decisiva) nesse sentido?

Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_fertility_rate citando http://www.un.org/esa/population/publications/wpp2006/WPP2006_Highlights_rev.pdf
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Um texto do FMI sobre corrupção
Em 1997 o FMI publicou um texto intitulado "Why worry about corruption?", de Paolo Mauro. Desse documento retirámos a parte relativa às principais consequências da corrupção. Veja abaixo, sff. Desculpem a "incomodidade" de ir na língua original.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Brincadeirinha com alguns números...
Uma das ligações mais conhecidas entre variáveis económicas e que serve de base a algumas interpretações sobre o funcionamento da economia e sobre a política económica é a relação entre as variações da massa monetária (grosso modo, o dinheiro disponível na economia) e a taxa de inflação.
Diz a teoria que há uma tendência a que a taxa de inflação seja mais elevada quando há mais dinheiro em circulação --- ou, melhor, quando se aumenta mais a oferta de moeda.
Isto é, haverá uma correlação positiva entre a taxa de inflação e a taxa de variação da moeda. Note-se que isto tem uma certa lógica: se se coloca mais dinheiro nas mãos dos consumidores E SE NÃO HOUVER UM AUMENTO CONCOMITANTE DA OFERTA DE PRODUTOS é "natural" que a maior quantidade de dinheiro disponível faça com que o preço de cada produto seja mais elevado. Isto é, que haja inflação.
No gráfico abaixo representámos a evolução da taxa de variação da "massa monetária" tal como identificada nas estatísticas monetárias publicadas pela ABP e a taxa mensal de inflação calculada pela Direcção Nacional de Estatística a partir do Índice de Preços no Consudimor (em Dili).

Como se pode verificar, há uma grande instabilidade da taxa de variação da massa monetária e uma muito menor instabilidade da taxa mensal de inflação, o que dá uma primeira informação (visual) sobre a reduzida relação, no caso de Timor Leste, entre as duas variáveis.
Mas há um conceito de estatística que nos pode ajudar aqui: o de "coeficiente de correlação":
"O coeficiente de correlação de Pearson é uma medida do grau de relação linear entre duas variáveis quantitativas. Este coeficiente varia entre os valores -1 e 1. O valor 0 (zero) significa que não há relação linear, o valor 1 indica uma relação linear perfeita e o valor -1 também indica uma relação linear perfeita mas inversa, ou seja quando uma das variáveis aumenta a outra diminui. Quanto mais próximo estiver de 1 ou -1, mais forte é a associação linear entre as duas variáveis" [e quanto mais perto de zero estiverem mais 'independentes' elas são uma da outra - AS]
No caso de Timor Leste. o coeficiente de correlação entre a taxa de variação da massa monetária e a taxa de inflação (ambas mensais) nos 7 anos compreendidos entre Julho de 2002 e Julho de 2009 é de 0,059.
Este valor, por ser positivo, confirma a teoria de que ambas as taxas variam no mesmo sentido. Porém, o seu (muitíssimo) baixo valor absoluto diz-nos que a relação entre uma e outra das variáveis é quase inexistente.
Ainda que das correlações não se devam retirar, normalmente, nexos de causalidade --- do tipo "o comportamento de uma das variáveis é causa do comportamento da outra" --- a verdade é que parece demonstrado que a variação da massa monetária quase não influencia os preços em Timor Leste.
As causas da taxa de inflação no país têm, pois, de ser procuradas noutros "locais". Nomeadamente no comportamento dos preços de importação e da sua repercussão no conjunto da economia. Mas não só.
Post scriptum da mensagem anterior
Olhando ainda para as estatísticas monetárias publicadas pela ABP, nota-se que em Novembro e Dezembro de 2009 houve acréscimos significativos dos "Activos Líquidos Face à Administração Central" nas contas do banco central.
A expressão refere-se ao montante (líquido) dos depósitos do Governo junto da ABP. Os seus valores eram de 60,9 milhões de USD em Outubro, 114,5 em Novembro e 162,5 em Dezembro passado. Esta evolução denota que os referidos (cerca de) 300 milhões de transferências para a conta do OGE deverão ter ocorrido nos dois últimos meses de 2009.
O Governo começou, pois, o ano de 2010 com 162,5 milhões de USD na sua conta junto do banco central, o equivalente a cerca de um trimestre de despesas orçamentadas para este ano. Curioso que o levantamento total do ano terá ultrapassado em cerca de 100 milhões de USD o "rendimento sustentável" calculado para 2009 (408 milhões), o que aconteceu pela primeira vez.
A expressão refere-se ao montante (líquido) dos depósitos do Governo junto da ABP. Os seus valores eram de 60,9 milhões de USD em Outubro, 114,5 em Novembro e 162,5 em Dezembro passado. Esta evolução denota que os referidos (cerca de) 300 milhões de transferências para a conta do OGE deverão ter ocorrido nos dois últimos meses de 2009.
O Governo começou, pois, o ano de 2010 com 162,5 milhões de USD na sua conta junto do banco central, o equivalente a cerca de um trimestre de despesas orçamentadas para este ano. Curioso que o levantamento total do ano terá ultrapassado em cerca de 100 milhões de USD o "rendimento sustentável" calculado para 2009 (408 milhões), o que aconteceu pela primeira vez.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Fundo Petrolífero de Timor Leste: capital no fim de Novembro/09
De acordo com as Estatísticas Monetárias disponíveis no 'sítio' da Autoridade Bancária e de Pagamentos de Timor Leste o capital do Fundo Petrolífero era, no fim de Novembro passado, de 5.464 mil milhões de USD.
O gráfico abaixo mostra a evolução mensal do capital do Fundo ao longo da sua vida (início: Setembro/2005). Assinalados a vermelho estão os valores no final de cada ano desde 2005.
Como se pode verificar, em 2007 houve um acréscimo de cerca de 1000 milhões e em 2008, graças ao grande aumento do preço médio do petróleo, um aumento de um pouco mais de 2000 milhões. A diminuição do preço do petróleo em 2009 relativamente a 2008 (de quase 100USD/barril para pouco mais de 60) deverá fazer baixar o acréscimo registado durante o ano passado para os cerca de mil milhões (valores a confirmar ou infirmar quando for publicado o relatório do Fundo relativo às suas operações durante o quarto trimestre de 2009 durante os primeiros dias de Fevereiro).

Como, segundo os relatórios trimestrais do FP já publicados, o Governo tinha pedido até ao fim de Setembro passado a transferência de (apenas) 200 milhões de USD do Fundo para o OGE, admite-se que o resto do levantamento autorizado pelo Parlamento tenha sido efectuado durante o último trimestre de 2009. Estarão em causa cerca de (mais) 300 milhões de USD.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A economia da Indonésia: situação actual e evolução no futuro próximo
O ANZ publica um boletim sobre as economias emergentes da Ásia, em que se inclui a Indonésia. Abaixo pode ver as duas páginas de informação sobre o país.
De realçar os seguintes pontos:
1 - a retoma do crescimento económico graças a um aumento do consumo privado e, principalmente, das exportações (possível graças à lenta recuperação da economia mundial, particularmente das economias mais avançadas);
2 - as expectativas de redução da taxa de inflação;
3 - a progressiva valorização da rupia face ao dólar americano; e
4 - o (lento) aumento as taxas de juro, acompanhando a esperada subida das mesmas nos mercados internacionais.
Esta subida das taxas de juro é também uma forma de procurar reter no país recursos que poderiam ser tentados a sair devido à desvalorização do dólar e, mesmo, procurar atrair novos recursos para ajudar a equilibrar as contas externas.


De realçar os seguintes pontos:
1 - a retoma do crescimento económico graças a um aumento do consumo privado e, principalmente, das exportações (possível graças à lenta recuperação da economia mundial, particularmente das economias mais avançadas);
2 - as expectativas de redução da taxa de inflação;
3 - a progressiva valorização da rupia face ao dólar americano; e
4 - o (lento) aumento as taxas de juro, acompanhando a esperada subida das mesmas nos mercados internacionais.
Esta subida das taxas de juro é também uma forma de procurar reter no país recursos que poderiam ser tentados a sair devido à desvalorização do dólar e, mesmo, procurar atrair novos recursos para ajudar a equilibrar as contas externas.


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