O que segue abaixo é a ficha de país de Timor-Leste.


Blog sobre Economia e Política Económica do Desenvolvimento, em particular sobre a economia de Timor Leste e aquilo que naquelas pode ser útil ao desenvolvimento económico deste país





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Da evolução combinada as taxas de câmbio dos países do Sudeste Asiático que mais nos interessam resulta que elas são, umas em relação às outras, relativamente estáveis, como se todos se vigiassem mutuamente de modo a não perderam quotas de mercado a favor dos vizinhos (mais concorrentes que complementares no mercado internacional; que o diga o sector da electrónica...).De João Miguel Souto (LUSA) – há 1 minuto
Díli, 21Out (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste, Ramos-Horta, disse hoje ser urgente diversificar as aplicações do Fundo Petrolífero, actualmente em títulos do tesouro norte-americano, devido à desvalorização do dólar.
Falando aos jornalistas após regressar de Jacarta, onde assistiu à tomada de posse do seu homólogo indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, Ramos-Horta aproveitou para defender a necessidade de diversificar as aplicações do Fundo Petrolífero, acentuando que Timor-Leste arrisca-se a perder bastante dinheiro com a desvalorização do dólar.
"Se vamos continuar a esperar, o dólar vai-se depreciando e, apesar de ser um dos que acredito na economia americana, neste momento estamos numa situação extremamente perigosa. Se acontecer a debandada em relação ao dólar, o dólar cai, podendo suceder o mesmo que à rupia indonésia, e o que é que Timor vai fazer com os seus cinco biliões de dólares? Não vai conseguir fazer nada", alertou."
O chefe do Governo timorense fez a revelação durante uma conferência de imprensa à chegada a Díli da sua visita oficial à China, durante a qual se reuniu com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao.
Segundo Xanana Gusmão, Wen Jiabao reafirmou o compromisso da China em contribuir para o desenvolvimento social e económico de Timor-Leste.
'O primeiro-ministro Wen Jiabao concedeu uma verba de 30 milhões de yuan a Timor-Leste', disse Xanana Gusmão."
Quase apetece perguntar "porquê só agora?!...". Alguns responderão que a legislação deixada pela UNTAET não permitia que o país contraísse empréstimos externos. Pois... Mas a UNTAET já acabou há mais de sete anos!... Desde o dia 20 de Maio de 2002 que a legislação em causa poderia ter sido alterada.
Se não foi não foi por esquecimento, certamente. Foi, isso sim, porque a opção política (e económica) era no sentido de não criar dívida externa num misto (creio eu...) de preconceito ideológico e de aposta na tentativa de fazer com que os doadores abrssem (ainda mais) "os cordões à bolsa) para encontrarem mais uns fundos para financiar o país.
Esta lógica, de que SEMPRE DISCORDEI, atravessou TODOS os governos e creio que a sua alteração se fica a dever principalmente à redução, de 2008 para 2009, dos preços do petróleo e do "rendimento sustentável" transferível para o OGE.
Note-se, porém, que a revisão da política de financiamento deveria ter sido feita independentemente desta evolução das receitas petrolíferas. Uma política de construção de infraestruturas que, por definição, terão uma vida útil longa NÃO DEVE (e por isso não pode...) ser financiada com dinheiro de "caixa" como decorre dos Orçamentos recentes quanto ao caso das centrais eléctricas.
Voltando ao empréstimo concedido pela China, espera-se agora que sejam proximamente divulgados pormenores sobre o contrato (prazo de amortização do empréstimo, taxa de juro, período de carência). E, já agora, que sejam divulgadas as contrapartidas que Timor Leste deu para o obter e em que infraestruturas vai ser aplicado o financiamento agora obtido.
Note-se que a (pequena) dimensão do empréstimo parece deixar de fora as centrais eléctricas em construção e que foram compradas à China. O que deixa ainda de pé a questão da forma como elas vão ser financiadas.
Parece que está também aberta uma "janela de oportunidade" para o Governo, eventualmente, rever o timing da construção das várias centrais, dilatando-o muito mais no tempo. O que, se fôr assim, poderá recolocar em cima da mesa a possibilidade de se vir a concretizar o investimento no aproveitamente hídroeléctrico em Iralalara e, até, a intensificação do uso de energias renováveis (nomeadamente eólica, solar e mini-hídrica) para complementar o abastecimento de energia eléctrica ao país.

Uma síntese da informação em relação quer às receitas quer às despesas orçamentais consta do quadro abaixo.