Pois é: basta ver o gráfico aqui ao lado (esquerdo) e abaixo sobre a evolução do preço do petróleo bruto para perceber que ele está a "despencar". Ainda há 3 meses estava "nas alturas" (mais de 140 USD/barril) e agora anda pelos cerca de 80 USD/barril.
Será que vai baixar ainda mais (um pouco)? Não me admirava por (pelo menos) duas razões fundamentais:
1 - sempre acreditei que uma parte importante do preço altíssimo a que ele esteve em meados deste ano era fruto de uma forte intervenção de especuladores no mercado do petróleo bruto. Ora, com a crise que por aí vai estes especuladores estão, aparentemente, com sérias dificuldades em reunir os volumes de dinheiro a que estavam habituados para utilizarem no mercado. E isto leva a que a componente "especulação" do preço se reduza significativamente, passando este a ser determinado fundamentalmente pelas verdadeiras forças de qualquer mercado: as da procura e da oferta;
2 - a crise financeira vai, inevitavelmente, traduzir-se em crise económica [um à parte muito a propósito: parece que foi ontem mas já foi há 11 anos, em 1997, que ouvimos o FMI, na sua reunião anual então realizada em Hong Kong, dizer que a crise que se tinha iniciado na Tailândia no início de Julho desse ano era apenas uma nuvem passageira num céu azul... Viu-se! Só a Indonésia viu o seu produto de 1998 baixar 13% em relação a 1997; a Tailândia teve uma diminuição de 8% no seu produto nacional]. E sendo assim, a procura mundial de petróleo vai baixar e uma procura mais reduzida com uma oferta mais ou menos constante --- até agora --- tem como resultado uma baixa do preço. Mas os produtores [OPEP] não dormem e qualquer dia estão a anunciar reduções da produção...
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
A verdadeira causa da crise (será mesmo? :-) )
Tal como todos, tenho ouvido muitos "expertos" falarem da actual crise financeira --- que vai ser também económica, sim! --- culpando, nomeadamente, a "desregularização" dos mercados e a sua "liberalização" como sendo uma das principais causas da dita cuja...
Ora, só se "desregulariza" o que está regulado e só se liberaliza o que está controlado. Os termos, quando a mim, não são os mais apropriados.
Na verdade parece-me que o que se passou foi mais ou menos semelhante ao que se passa na velha luta entre bandidos e polícias: aqueles parece estarem sempre um passo à frente destes, inventando "criativamente" métodos cada vez mais sofisticados para "gamarem" o que não lhes pertence e escaparem à prisão (porque é que me lembrei de um certo senhor, verdadeiro "olhos de águia", que anda por Londres no "bem bom"?)
No caso da banca ter-se-á passado algo de semelhante: os bancos comerciais e outros agentes financeiros foram progressivamente inventando novos métodos para fazerem mais dinheiro a partir do (quase) nada... Era como se os "papéis" (títulos) tivessem valor porque alguém se lembrava de dizer que tinham, sem grande necessidade de o demonstrar com valores reais.
Ora, a maior parte dos bancos centrais e entidades reguladoras dos sistemas financeiros não tiveram a "manha" (e a maioria também a vontade...) suficiente para irem acompanhando a "criatividade" do sistema bancário e manter sob controlo os mais "criativos", os tais que quase só se limitavam a dizer que os "papéis" eram óptimos... (A propósito disto vale a pena rir-se com este filme).
(Excessivamente) Obcecados com o que é usualmente apresentado como sendo o objectivo central de um banco central --- o controlo da taxa de inflação a níveis relativamente baixos ---, "deixaram andar" o sistema... Enquanto todos iam ganhando e não havia grandes distúrbios no seu funcionamento estava "tudo bem" e não se viam razões para intervir.
Mas no caso da famosa "D. Branca" (em Portugal) também foi assim: tudo estava bem enquanto havia dinheiro fresco a alimentar o "esquema". O "busilis" aconteceu quando alguém se lembrou de colocar o seu dinheiro a salvo e começaram os levantamentos a serem (muito) maiores que as novas entradas de dinheiro. E a "bolha" estourou! Agora é mais ou menos o mesmo...
Cada nota de banco foi "desdobrada" "criativamente" até à exaustão e quando se começou a deitar contas à vida verificou-se que não havia dinheiro suficiente para safistazer todos os compromissos que tinham sido "criativamente" assumidos em torno daquela notinha... Era quase tudo "papel", que não tinha verdadeiro suporte económico-financeiro.
E aí concluiu-se o que o já todos deveriam saber: que os lençóis não esticam... E que quando se puxa um lençol curto para tapar a cabeça descobrem-se os pés. E pés frios "dão" constipação... E depois gripe. E muita sorte temos se desta não se passar à pneumonia. Que pode ser fatal...
Conclusão: "cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém"! Mas parece que os bancos centrais não sabiam disso e deixaram os "bandidos" à solta, exercendo a sua "criatividade" "ao Deus dará"!...
Por tudo isto é que penso que uma lição fundamental a retirar desta crise é a de que os bancos centrais (os "polícias" do sistema financeiro) têm de estar um passo à frente dos "bandidos" e não um (ou três...) passos atrás como até agora. Isto implica, provavelmente, um melhor rebalanceamento entre aqueles que são os dois verdadeiros objectivos da sua actividade: assegurar um sistema financeiro (particularmente bancário) saudável e confiável e procurar assegurar o controlo da taxa de inflação.
Parece que já aprenderam (quase) tudo sobre este último objectivo; agora é altura de se aplicarem mais na prossecução do outro e que É TÃO IMPORTANTE QUANTO O PRIMEIRO.
E isto faz-se com, finalmente, regulação da actividade dos agentes financeiros de modo a proteger os "consumidores" que somos todos nós, seja na qualidade de depositantes seja na de investidores através dos bancos.
Ora, só se "desregulariza" o que está regulado e só se liberaliza o que está controlado. Os termos, quando a mim, não são os mais apropriados.
Na verdade parece-me que o que se passou foi mais ou menos semelhante ao que se passa na velha luta entre bandidos e polícias: aqueles parece estarem sempre um passo à frente destes, inventando "criativamente" métodos cada vez mais sofisticados para "gamarem" o que não lhes pertence e escaparem à prisão (porque é que me lembrei de um certo senhor, verdadeiro "olhos de águia", que anda por Londres no "bem bom"?)
No caso da banca ter-se-á passado algo de semelhante: os bancos comerciais e outros agentes financeiros foram progressivamente inventando novos métodos para fazerem mais dinheiro a partir do (quase) nada... Era como se os "papéis" (títulos) tivessem valor porque alguém se lembrava de dizer que tinham, sem grande necessidade de o demonstrar com valores reais.
Ora, a maior parte dos bancos centrais e entidades reguladoras dos sistemas financeiros não tiveram a "manha" (e a maioria também a vontade...) suficiente para irem acompanhando a "criatividade" do sistema bancário e manter sob controlo os mais "criativos", os tais que quase só se limitavam a dizer que os "papéis" eram óptimos... (A propósito disto vale a pena rir-se com este filme).
(Excessivamente) Obcecados com o que é usualmente apresentado como sendo o objectivo central de um banco central --- o controlo da taxa de inflação a níveis relativamente baixos ---, "deixaram andar" o sistema... Enquanto todos iam ganhando e não havia grandes distúrbios no seu funcionamento estava "tudo bem" e não se viam razões para intervir.
Mas no caso da famosa "D. Branca" (em Portugal) também foi assim: tudo estava bem enquanto havia dinheiro fresco a alimentar o "esquema". O "busilis" aconteceu quando alguém se lembrou de colocar o seu dinheiro a salvo e começaram os levantamentos a serem (muito) maiores que as novas entradas de dinheiro. E a "bolha" estourou! Agora é mais ou menos o mesmo...
Cada nota de banco foi "desdobrada" "criativamente" até à exaustão e quando se começou a deitar contas à vida verificou-se que não havia dinheiro suficiente para safistazer todos os compromissos que tinham sido "criativamente" assumidos em torno daquela notinha... Era quase tudo "papel", que não tinha verdadeiro suporte económico-financeiro.
E aí concluiu-se o que o já todos deveriam saber: que os lençóis não esticam... E que quando se puxa um lençol curto para tapar a cabeça descobrem-se os pés. E pés frios "dão" constipação... E depois gripe. E muita sorte temos se desta não se passar à pneumonia. Que pode ser fatal...
Conclusão: "cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém"! Mas parece que os bancos centrais não sabiam disso e deixaram os "bandidos" à solta, exercendo a sua "criatividade" "ao Deus dará"!...
Por tudo isto é que penso que uma lição fundamental a retirar desta crise é a de que os bancos centrais (os "polícias" do sistema financeiro) têm de estar um passo à frente dos "bandidos" e não um (ou três...) passos atrás como até agora. Isto implica, provavelmente, um melhor rebalanceamento entre aqueles que são os dois verdadeiros objectivos da sua actividade: assegurar um sistema financeiro (particularmente bancário) saudável e confiável e procurar assegurar o controlo da taxa de inflação.
Parece que já aprenderam (quase) tudo sobre este último objectivo; agora é altura de se aplicarem mais na prossecução do outro e que É TÃO IMPORTANTE QUANTO O PRIMEIRO.
E isto faz-se com, finalmente, regulação da actividade dos agentes financeiros de modo a proteger os "consumidores" que somos todos nós, seja na qualidade de depositantes seja na de investidores através dos bancos.
Etiquetas:
banco central,
crise,
liberalização,
regulação
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Tente ler este número...
É o da dívida actual dos Estados Unidos... Claro que uma boa parte dela está na mão dos chineses... Ai se o Mao fosse vivo!... :-)
Para não morrer de susto antes mesmo de conseguir ler o número coloquei a imagem pequenina, pequenina!...
Já está preparado mentalmente para o que vai ver? Eu avisei para ter cuidado com o coração!
Então clique na imagem para a aumentar e ler o número.
Note um aspecto interessante: a dívida americana aumenta diariamente um montante sensivelmente igual ao saldo actual do Fundo Petrolífero de Timor Leste.
Isto é: os timorenses financiaram um dia de vida (e de dívida) dos Estados Unidos! E esta, hem? Valeu!...

PS - conseguiu ler? Vá: eu ajudo! São dez triliões, duzentos e vinte e oito biliões, quinhentos e sessenta e três milhões, setecentos e vinte e um mil, quinhentos e trinta e quatro dólares e sessenta e um cêntimos... Ou, mais correctamente em português são: dez milhões de milhões, duzentos e vinte e oito milhares de milhão, quinhentos e sessenta e três milhões, setecentos e vinte e um mil e quinhentos e trinta e quatro dólares e sessenta e um centavos... Tá certo? :-)
Para não morrer de susto antes mesmo de conseguir ler o número coloquei a imagem pequenina, pequenina!...
Já está preparado mentalmente para o que vai ver? Eu avisei para ter cuidado com o coração!
Então clique na imagem para a aumentar e ler o número.
Note um aspecto interessante: a dívida americana aumenta diariamente um montante sensivelmente igual ao saldo actual do Fundo Petrolífero de Timor Leste.
Isto é: os timorenses financiaram um dia de vida (e de dívida) dos Estados Unidos! E esta, hem? Valeu!...

PS - conseguiu ler? Vá: eu ajudo! São dez triliões, duzentos e vinte e oito biliões, quinhentos e sessenta e três milhões, setecentos e vinte e um mil, quinhentos e trinta e quatro dólares e sessenta e um cêntimos... Ou, mais correctamente em português são: dez milhões de milhões, duzentos e vinte e oito milhares de milhão, quinhentos e sessenta e três milhões, setecentos e vinte e um mil e quinhentos e trinta e quatro dólares e sessenta e um centavos... Tá certo? :-)
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Adivinhem quem está cheio de dinheiro...
Último relatório do FMI sobre a situação económica mundial
O FMI publicou hoje a edição do Outono do seu World Economic Outlook para este ano. Veja-o aqui. Justa ou injustamente é a cartilha por que se regem muitos analistas da evolução da economia mundial. E parece que a coisa 'tá preta...
Pelo menos os governos estão fartos de despejar dinheiro no sistema e parece que o mercado não reage: as bolsas de valores não param de cair!... E o pior é que, como dizia um amigo meu experiente nestas coisas, "parece que não há mais munições no arsenal"... Isto é, os Governos já fizeram quase tudo o que podiam fazer.
Pelo sim, pelo não, acenda uma velinha!... A Maromak, a NªSrª de Fátima, a Sto. António de Manatuto... O que quiser! Mas acenda! Pode ser que ajude!
Pelo menos os governos estão fartos de despejar dinheiro no sistema e parece que o mercado não reage: as bolsas de valores não param de cair!... E o pior é que, como dizia um amigo meu experiente nestas coisas, "parece que não há mais munições no arsenal"... Isto é, os Governos já fizeram quase tudo o que podiam fazer.
Pelo sim, pelo não, acenda uma velinha!... A Maromak, a NªSrª de Fátima, a Sto. António de Manatuto... O que quiser! Mas acenda! Pode ser que ajude!
Bem dito, bem feito!...
Mal tinha eu falado da possibilidade de se vir a verificar uma descida da taxa de juro nos mercados internacionais, particularmente nos Estados Unidos, e ela aí está! A taxa de juro de referência, que estava nos 2%, baixou (nos EUA) meio ponto percentual --- o que significa que baixou 0,5%, de 2% para 1,5%. Isto, naturalmente, vai repercutir-se na taxa a que serão emitidos vovos Títulos do Tesouro americano, que passarão a pagar um juro mais baixo. O que, à medida que forem sendo comprados novos títulos, fará baixar o rendimento, em juros, do Fundo Petrolífero.
Note-se que, da maneira como se têm comportado as bolsas de valores --- acções de empresas; ver o gráfico abaixo a evolução nos últimos doze meses em vários países ---, os Títulos do Tesouro são, apesar de tudo, um bom e seguro investimento... Basta ver o que aconteceu a muitos dos Sovereign Wealth Funds que apostaram na compra de acções para perceber que nos últimos tempos têm passado maus bocados, com prejuízos por vezes importantes.

A baixa da taxa de juro americana foi acompanhada por quase todo o mundo, com descidas igualmente de 0,5 pontos percentuais: para 3,75% no caso do Banco Central Europeu e de 5% para 4,5% no do Banco de Inglaterra.
Note-se que, da maneira como se têm comportado as bolsas de valores --- acções de empresas; ver o gráfico abaixo a evolução nos últimos doze meses em vários países ---, os Títulos do Tesouro são, apesar de tudo, um bom e seguro investimento... Basta ver o que aconteceu a muitos dos Sovereign Wealth Funds que apostaram na compra de acções para perceber que nos últimos tempos têm passado maus bocados, com prejuízos por vezes importantes.

A baixa da taxa de juro americana foi acompanhada por quase todo o mundo, com descidas igualmente de 0,5 pontos percentuais: para 3,75% no caso do Banco Central Europeu e de 5% para 4,5% no do Banco de Inglaterra.
Fundo Petrolífero e evolução do preço do petróleo
Segundo notícias dos jornais, em reunião dos bancos centrais dos países de língua portuguesa da África e da Ásia (Timor Leste...) organizada pelo Banco de Portugal nas vésperas e para preparar a reunião do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial da próxima semana, a ABP estima que o capital do Fundo Petrolífero atinja os cerca de 4 mil milhões de dólares americanos no final do ano. Recorde-se que de acordo com as estatísticas monetárias do país no final de Agosto o saldo era de 3,5 mil milhões USD.
As principais condicionantes da evolução do saldo são duas: a dos preços do petróleo e do gás e as transferências do Fundo para o Governo de acordo com as autorizações parlamentares concedidas.
Numa entrada anterior já referimos que nos últimos tempos não tem havido transferências, nomeadamente para a constituição do chamado Fundo de Estabilização Económica (240 milhões USD).
Quanto à evolução do preço médio mensal do petróleo, foi a seguinte nos últimos meses: 125 usd/barril em Maio, 133,3 em Junho, 134,6 em Julho (a média mais alta), 117,2 em Agosto e 105,2 em Setembro passado. As cotações nos dias mais recentes têm ficado ligeiramente abaixo dos 90 USD.
Esta evolução não deixará de ter repercussões nas receitas do Fundo Petrolífero e é possível que a média mensal de acréscimo do capital que se verificou nos primeiros 8 meses (um 181 milhões USD/mês) venha a conhecer uma redução.
É esta, bem como a quase certa retirada de parte do capital para transferência para o Orçamento de Estado, que justifica a estimativa de o Fundo vir a ter um capital de cerca de 4 mil milhões (mais uns pózinhos?) no final do ano.
Uma última palavra para as principais consequências da actual crise financeira mundial no Fundo. A primeira decorre da já ilustrada queda (significativa...) do preço do petróleo no mercado internacional. A segunda é a que irá decorrer de uma mais que provável quedas das taxas de juro, nomeadamente dos títulos que constituem a carteira do Fundo Petrolífero (títulos do Tesouro americano). Esta queda, no entanto, só dentro de alguns meses começará a fazer-se sentir no Fundo, quando os actuais títulos, a taxas mais altas, começarem a ser amortizados e ser substituidos por títulos cuja taxa de juro é mais baixa. Mas isso são os ossos do ofício...
As principais condicionantes da evolução do saldo são duas: a dos preços do petróleo e do gás e as transferências do Fundo para o Governo de acordo com as autorizações parlamentares concedidas.
Numa entrada anterior já referimos que nos últimos tempos não tem havido transferências, nomeadamente para a constituição do chamado Fundo de Estabilização Económica (240 milhões USD).
Quanto à evolução do preço médio mensal do petróleo, foi a seguinte nos últimos meses: 125 usd/barril em Maio, 133,3 em Junho, 134,6 em Julho (a média mais alta), 117,2 em Agosto e 105,2 em Setembro passado. As cotações nos dias mais recentes têm ficado ligeiramente abaixo dos 90 USD.
Esta evolução não deixará de ter repercussões nas receitas do Fundo Petrolífero e é possível que a média mensal de acréscimo do capital que se verificou nos primeiros 8 meses (um 181 milhões USD/mês) venha a conhecer uma redução.
É esta, bem como a quase certa retirada de parte do capital para transferência para o Orçamento de Estado, que justifica a estimativa de o Fundo vir a ter um capital de cerca de 4 mil milhões (mais uns pózinhos?) no final do ano.
Uma última palavra para as principais consequências da actual crise financeira mundial no Fundo. A primeira decorre da já ilustrada queda (significativa...) do preço do petróleo no mercado internacional. A segunda é a que irá decorrer de uma mais que provável quedas das taxas de juro, nomeadamente dos títulos que constituem a carteira do Fundo Petrolífero (títulos do Tesouro americano). Esta queda, no entanto, só dentro de alguns meses começará a fazer-se sentir no Fundo, quando os actuais títulos, a taxas mais altas, começarem a ser amortizados e ser substituidos por títulos cuja taxa de juro é mais baixa. Mas isso são os ossos do ofício...
Etiquetas:
fundo petrolífero petróleo preço
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Evolução do preço internacional do arroz
A FAO, a organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação, acaba de divulgar a última informação disponível sobre a evolução do preço internacional do arroz. Veja as imagens abaixo, sff.


Evolução do capital do Fundo Petrolífero
De acordo com as últimas Estatísticas Monetárias de Timor Leste, o capital do Fundo era, no fim de Agosto passado, de cerca de 3,5 mil milhões de USD.

Algumas curiosidades:
1 - tendo começado em Setembro de 2005 com cerca de 250 mil USD, o primeiro "bilião" (mil milhões de USD) foi alcançado em Dezembro de 2006 e o segundo em Novembro de 2007 (11 meses depois). A "entrada" no terceiro bilião deu-se em Junho passado (sete meses depois).
2 - enquanto que até Dezembro de 2006 a média mensal de acréscimo do capital foi de cerca de 53,5 milhões, durante o ano de 2007 foi de 90 milhões. Nos primeiros oito meses deste ano (2008) foi de... 181 milhões. O que dá a bonita quantia média de 6 milhões por dia, 250 mil USD/hora e um pouco mais de 4 mil/USD por minuto... Boa!...
3 - Veremos como se irá reflectir nas receitas do Fundo e no seu capital a instabilidade --- com forte descida --- do preço do petróleo no mercado internacional: depois dos mais de 140 USD/barril de Junho passado passou para os actuais cerca de 100... (89 usd/barril hoje)
4 - aparentemente não foi ainda solicitado pelo Governo nenhum dos 240 milhões USD solicitados para constituir o Fundo Estabilização Económica. Boa!...

Algumas curiosidades:1 - tendo começado em Setembro de 2005 com cerca de 250 mil USD, o primeiro "bilião" (mil milhões de USD) foi alcançado em Dezembro de 2006 e o segundo em Novembro de 2007 (11 meses depois). A "entrada" no terceiro bilião deu-se em Junho passado (sete meses depois).
2 - enquanto que até Dezembro de 2006 a média mensal de acréscimo do capital foi de cerca de 53,5 milhões, durante o ano de 2007 foi de 90 milhões. Nos primeiros oito meses deste ano (2008) foi de... 181 milhões. O que dá a bonita quantia média de 6 milhões por dia, 250 mil USD/hora e um pouco mais de 4 mil/USD por minuto... Boa!...
3 - Veremos como se irá reflectir nas receitas do Fundo e no seu capital a instabilidade --- com forte descida --- do preço do petróleo no mercado internacional: depois dos mais de 140 USD/barril de Junho passado passou para os actuais cerca de 100... (89 usd/barril hoje)
4 - aparentemente não foi ainda solicitado pelo Governo nenhum dos 240 milhões USD solicitados para constituir o Fundo Estabilização Económica. Boa!...
domingo, 5 de outubro de 2008
Três importantes documentos...
... sobre a evolução dos preços internacionais do petróleo e dos alimentos, nomeadamente o arroz:
ADB Asian Development Outlook 2008 Update
BP Statistical Review of World Energy 2008
FAO Rice Market Monitor, July 2008
Os mais interessados devem dar uma olhada...
ADB Asian Development Outlook 2008 Update
BP Statistical Review of World Energy 2008
FAO Rice Market Monitor, July 2008
Os mais interessados devem dar uma olhada...
Subscrever:
Mensagens (Atom)

