Quando o governo decidiu criar o Fundo de Estabilização Económica referiu, nomeadamente, que se tratava de um fundo destinado a, se necessário, prosseguir com o subsídio ao preço do arroz e introduzir subsídios noutros produtos, nomeadamente em alguns ligados à construção civil.
Aí está uma coisa que nunca compreendi muito bem: porquê este "carinho" especial em relação a este sector? As explicações que, se bem me lembro, foram adiantadas --- ou apenas sugeridas? Confesso que já não me lembro bem --- foram as de que tal estaria ligado ao apoio à reconstrução de habitações destruídas, por um lado, e um incentivo aos investidores estrangeiros, por outro.
Quanto a este, fiquei mais ou menos boquiaberto... É sabido que muita da construção civil que estes fazem em Dili está ligada a hotéis ou, melhor, a "compounds" de apartamentos para alugar ao pessoal estrangeiro que trabalham no país.
Ora, é voz populii que muitos destes empreendimentos são amortizados num ano ou pouco mais (alguns, eventualmente, até em menos... Outros até 3 anos). Haverá algum investimento no mundo com esta taxa de rentabilidade e de amortização? Duvido... Mas se é assim para que é que os investidores ainda precisam de subsídios nos preços dos materiais? Explicaram "pra" você? "Pra" mim não...
Quanto à reconstrução de habitações... mas então as pessoas não receberam já um subsídio monetário para isso mesmo? Para quê agora subsidiar os preços? Não teria sido mais fácil dar mais 50 ou 100 USD e encerrava-se o assunto?!...
Mas ainda assim fui espreitar a evolução dos preços de alguns dos materiais de construção. Eis senão quando concluí que a sua taxa de inflação é "reduzidíssissima"! Um tijolo, por exemplo, custava 0,20 USD em Jan.2003 (!) e... 0,20 USD em Jan.2007! E em Junho passado custava 0,23 USD! O cimento viu o seu preço aumentar apenas 8 centavos entre Jan.07 e Junho passado, quando era de cerca de 3,9 USD cada saca de 40kgs. Um camião de areia custava em Junho passado apenas mais 6 centavos que em Janeiro do ano passado e o mesmo que em Janeiro deste ano.
Então porquê a referência aos materiais de construção como susceptíveis de virem a serem subsidiados?
sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
"A gestão do Fundo Petrolífero de Timor-Leste"
No início do ano publiquei, como 'brief paper' do centro de estudos do desenvolvimento a que pertenço no meu Instituto (o CEsA), um texto sobre a questão da gestão dos fundos petrolíferos, nomeadamente o de Timor Leste.
Penso que vale a pena dar uma olhadela... Aqui, sff!
Só uma nota complementar: o "trambolhão" que as cotações das acções têm levado devido à crise financeira internacional que se vive actualmente justificam ainda mais que um Fundo como o de Timor Leste, com recursos grandes para o país mas ínfimos à escala global, tenha optado por uma gestão "conservadora" da sua carteira de títulos privilegiando os de rendimento fixo (obrigações, bonds dos Estados Unidos) em detrimento dos de rendimento variável (acções de grandes empresas). Mas continuo a pensar que numa futura revisão da Lei do Fundo Petrolífero, se poderá ir mais longe no que toca às moedas em que o investimento é feito.
Principalmente deve ser retirado do texto da Lei, dando-lhe mais alguma maleabilidade para se adaptar à evolução dos mercados financeiros internacionais, aquilo que deve estar nas orientações da estratégia de investimento e não na Lei em si mesma.
Penso que vale a pena dar uma olhadela... Aqui, sff!
Só uma nota complementar: o "trambolhão" que as cotações das acções têm levado devido à crise financeira internacional que se vive actualmente justificam ainda mais que um Fundo como o de Timor Leste, com recursos grandes para o país mas ínfimos à escala global, tenha optado por uma gestão "conservadora" da sua carteira de títulos privilegiando os de rendimento fixo (obrigações, bonds dos Estados Unidos) em detrimento dos de rendimento variável (acções de grandes empresas). Mas continuo a pensar que numa futura revisão da Lei do Fundo Petrolífero, se poderá ir mais longe no que toca às moedas em que o investimento é feito.
Principalmente deve ser retirado do texto da Lei, dando-lhe mais alguma maleabilidade para se adaptar à evolução dos mercados financeiros internacionais, aquilo que deve estar nas orientações da estratégia de investimento e não na Lei em si mesma.
quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
Preços em Timor Leste: 6 anos depois...
Rebuscando em ficheiros antigos dei com informações sobre os preços em Timor Leste em Dezembro de 2001 e em Dezembro de 2007 segundo dados de fontes oficiais.
Então vejamos... (produto: preço em Dezembro/2001; preço em Dezembro/2007) (valores em USD):
Arroz importado (kg): 0,33; 0,43
Mandioca: 0,30; 0,35
Galinha viva: 3,67; 3,42
Batata (kg): 0,53; 1,68
Tomate (kg): 0,70; 0,60
Banana ('penca'): 0,50; 0,50
Cebolas (kg): 1,57; 1,62
Gasolina (ltr): 0,45; 1,00
Comparem-se estes dados e a sua evolução com a evolução do Índice de Preços no Consumidor entre Dezembro de 2001 (o período tomado como base para o IPC divulgado oficialmente pela DNE) e Dezembro de 2007 e que foi de Dez/2001=100 e Dez/2007=136,4 (i.e., os preços subiram mais de um terço entre os dois períodos).
Da referida comparação parece-nos evidente uma conclusão: a de que os agentes económicos nacionais são extremamente "conservadores" em relação aos preços que praticam, não reflectindo, a maior parte dos produtos, a subida que se verificou na inflação em geral (+36,4%). Quem não se lembra que a "bandeirada" de táxi era na altura de 1 USD?!... Tal como hoje! (pelo menos na zona central da cidade).
Isto significa que --- felizmente para os consumidores :-) --- os vendedores sofrem de um elevado grau do que poderíamos designar por "ilusão monetária"... O homo oeconomicus timorensis é, mais ainda que o 'original', uma ficção... :-). A racionalidade económica é coisa que quase não existe... Tal como quando, no mercado no Suai, o vendedor pede 0,65 USD (65 centavos) por uma lata de arroz local e por duas latas pede... 0,75 USD!
Então vejamos... (produto: preço em Dezembro/2001; preço em Dezembro/2007) (valores em USD):
Arroz importado (kg): 0,33; 0,43
Mandioca: 0,30; 0,35
Galinha viva: 3,67; 3,42
Batata (kg): 0,53; 1,68
Tomate (kg): 0,70; 0,60
Banana ('penca'): 0,50; 0,50
Cebolas (kg): 1,57; 1,62
Gasolina (ltr): 0,45; 1,00
Comparem-se estes dados e a sua evolução com a evolução do Índice de Preços no Consumidor entre Dezembro de 2001 (o período tomado como base para o IPC divulgado oficialmente pela DNE) e Dezembro de 2007 e que foi de Dez/2001=100 e Dez/2007=136,4 (i.e., os preços subiram mais de um terço entre os dois períodos).
Da referida comparação parece-nos evidente uma conclusão: a de que os agentes económicos nacionais são extremamente "conservadores" em relação aos preços que praticam, não reflectindo, a maior parte dos produtos, a subida que se verificou na inflação em geral (+36,4%). Quem não se lembra que a "bandeirada" de táxi era na altura de 1 USD?!... Tal como hoje! (pelo menos na zona central da cidade).
Isto significa que --- felizmente para os consumidores :-) --- os vendedores sofrem de um elevado grau do que poderíamos designar por "ilusão monetária"... O homo oeconomicus timorensis é, mais ainda que o 'original', uma ficção... :-). A racionalidade económica é coisa que quase não existe... Tal como quando, no mercado no Suai, o vendedor pede 0,65 USD (65 centavos) por uma lata de arroz local e por duas latas pede... 0,75 USD!
sábado, 20 de Setembro de 2008
Falemos de indústria em Timor Leste
Uma economia não pode dispensar a existência de um sector industrial, por menor que ele seja. O que acontece em Timor Leste é que este sector é virtualmente inexistente. Aliás, isso não é grande novidade para os timorenses, pois não?!... No tempo da administração portuguesa nem se fala e o da administração indonésia também não foi muito melhor... Pelo menos ao ponto de fazer alguma diferença no contexto da produção nacional e no emprego. Uma fábrica têxtil, tal como uma andorinha, não faz a Primavera...
Quais as esperanças de que a situação futura seja significativamente --- sublinho esta última palavra --- diferente da anterior e da presente? Temo ser um pouco pessimista...
Mas é evidente que quer o actual quer os anteriores governos põe/puseram uma forte esperança de que a eventual instalação da fábrica de liquefacção de gás da zona do Greater Sunrise seja o "big push" necessário ao desenvolvimento de um sector industrial timorense digno de nota constituído, entre outras, por empresas de pequena/média dimensão que possam trabalhar articuladas com aquela fábrica. Será uma gota de água face às necessidades de criação de emprego do país até porque estas empresas tenderão a ser, provavelmente, de tecnologia mais desenvolvida e necessitando de um número limitado de empregados. Mas é um princípio.
E só isso? Claro que não. Cremos que um olhar com sentido estratégico para a economia do país e ao que há a fazer nos anos próximos será suficiente para identificar alguns sectores de produção industrial que poderão desenvolver-se. Só um estudo mais aprofundado e que não cabe aqui poderá fazer a sua identificação mas não será difícil imaginar que alguns deles estarão ligados a duas áreas que terão de conhecer um forte desenvolvimento no futuro: a das infraestruturas (rodoviárias, de equipamentos sociais --- incluindo escolas ---, etc) e a da habitação.
Qualquer destas áreas cria uma procura significativa em sectores produtivos que estão perfeitamente ao alcance dos empresários timorenses --- mesmo que com uma "ajudinha" de estrangeiros e, até, do Estado quer enquanto "mestre da banda" (planeador) quer, mesmo, como parceiro de negócio (directamente ou através de um banco de desenvolvimento nacional, por exemplo).
Referimo-nos, nomeadamente, à produção de tijolos, de telhas, de mobiliário, de brita, a empresas de assistência técnica a equipamentos, a pequenas/médias oficinas de metalomecânica e de outros produtos. Particularmente importante será o desenvolvimento de indústrias que sirvam para aumentar o grau de incorporação de trabalho nacional nas produções agrícolas (ex: torrefacção de café, descasque de arroz, óleos vegetais, etc).
Com algum sentido de planeamento, estas indústrias deverão aparecer precedendo ou simultaneamente com o aumento das despesas nestas áreas sob risco de a maior parte destas se "escoarem" para as importações e o impulso à economia nacional ser muito menor.
Só que, tememos, há (pelo menos) um probleminha... A reforma das taxas fiscais que entrou em vigor em 1 de Julho passado torna, quanto a nós, difícil a situação para os potenciais interessados em produzir em Timor Leste algumas destas (e outras) produções. De facto, e particularmente quanto às tarifas aduaneiras, a significativa redução das taxas veio, cremos, incentivar mais a importação (da Indonésia e não só) do que a produção nacional. O futuro o dirá...
Mesmo o argumento de que a descida das taxas alfandegárias era necessária num contexto de futura adesão à ASEAN não colhe já que, liberalizando agora (como disse alguém "too much too soon"), o que se vai negociar verdadeiramente para a ela aderir? Nada de verdadeiramente essencial, temo!... O que é uma péssima estratégia de negociação --- não é, Zacarias?
Os argumentos que defendem a existência de uma certa protecção das chamadas "indústrias nascentes" são verdadeiros, SIM! Qualquer país da Ásia Oriental o testemunha... E não só eles! Como julgam que se desenvolveu a capacidade industral do Brasil? E, mesmo, do Portugal dos anos 50 e, principalmente, 60?
Será tarde para voltar atrás? Infelizmente... Pelo menos para já.
Quais as esperanças de que a situação futura seja significativamente --- sublinho esta última palavra --- diferente da anterior e da presente? Temo ser um pouco pessimista...
Mas é evidente que quer o actual quer os anteriores governos põe/puseram uma forte esperança de que a eventual instalação da fábrica de liquefacção de gás da zona do Greater Sunrise seja o "big push" necessário ao desenvolvimento de um sector industrial timorense digno de nota constituído, entre outras, por empresas de pequena/média dimensão que possam trabalhar articuladas com aquela fábrica. Será uma gota de água face às necessidades de criação de emprego do país até porque estas empresas tenderão a ser, provavelmente, de tecnologia mais desenvolvida e necessitando de um número limitado de empregados. Mas é um princípio.
E só isso? Claro que não. Cremos que um olhar com sentido estratégico para a economia do país e ao que há a fazer nos anos próximos será suficiente para identificar alguns sectores de produção industrial que poderão desenvolver-se. Só um estudo mais aprofundado e que não cabe aqui poderá fazer a sua identificação mas não será difícil imaginar que alguns deles estarão ligados a duas áreas que terão de conhecer um forte desenvolvimento no futuro: a das infraestruturas (rodoviárias, de equipamentos sociais --- incluindo escolas ---, etc) e a da habitação.
Qualquer destas áreas cria uma procura significativa em sectores produtivos que estão perfeitamente ao alcance dos empresários timorenses --- mesmo que com uma "ajudinha" de estrangeiros e, até, do Estado quer enquanto "mestre da banda" (planeador) quer, mesmo, como parceiro de negócio (directamente ou através de um banco de desenvolvimento nacional, por exemplo).
Referimo-nos, nomeadamente, à produção de tijolos, de telhas, de mobiliário, de brita, a empresas de assistência técnica a equipamentos, a pequenas/médias oficinas de metalomecânica e de outros produtos. Particularmente importante será o desenvolvimento de indústrias que sirvam para aumentar o grau de incorporação de trabalho nacional nas produções agrícolas (ex: torrefacção de café, descasque de arroz, óleos vegetais, etc).
Com algum sentido de planeamento, estas indústrias deverão aparecer precedendo ou simultaneamente com o aumento das despesas nestas áreas sob risco de a maior parte destas se "escoarem" para as importações e o impulso à economia nacional ser muito menor.
Só que, tememos, há (pelo menos) um probleminha... A reforma das taxas fiscais que entrou em vigor em 1 de Julho passado torna, quanto a nós, difícil a situação para os potenciais interessados em produzir em Timor Leste algumas destas (e outras) produções. De facto, e particularmente quanto às tarifas aduaneiras, a significativa redução das taxas veio, cremos, incentivar mais a importação (da Indonésia e não só) do que a produção nacional. O futuro o dirá...
Mesmo o argumento de que a descida das taxas alfandegárias era necessária num contexto de futura adesão à ASEAN não colhe já que, liberalizando agora (como disse alguém "too much too soon"), o que se vai negociar verdadeiramente para a ela aderir? Nada de verdadeiramente essencial, temo!... O que é uma péssima estratégia de negociação --- não é, Zacarias?
Os argumentos que defendem a existência de uma certa protecção das chamadas "indústrias nascentes" são verdadeiros, SIM! Qualquer país da Ásia Oriental o testemunha... E não só eles! Como julgam que se desenvolveu a capacidade industral do Brasil? E, mesmo, do Portugal dos anos 50 e, principalmente, 60?
Será tarde para voltar atrás? Infelizmente... Pelo menos para já.
Mais sobre o arroz...
Nos quadros abaixo indicam-se as últimas estatísticas disponíveis sobre a produção e a colheita por hectare de arroz em Timor Leste (dados do Ministério da Agricultura e Pescas) bem como sobre dados semelhantes relativos a vários países mas ao ano, já afastado, de 2000.
O que nos interessa realçar fundamentalmente é a diferença, quase abissal, de colheita por hectare em Timor Leste (1,6 kg) e na maior parte dos outros países, particularmente os do Sudeste Asiático. Este, naturalmente, é fruto das características do solo mas também de muitos outros factores, nomeadamente o uso ou não de variedades mais produtivas, a existência de secas ou não, o uso ou não de suplementos (adubos, insecticidas), etc.


A diferença referida é a imagem do muito que, também neste sector, há que fazer em Timor Leste a bem do aumento dos rendimentos dos agricultores e da diminuição da dependência do país em relação à importação do cereal.
Ela é também responsável pelo facto de, segundo cálculos do Ministério e supondo um consumo per capita de 90kg/ano/pessoa, se ter verificado um défice de produção em relação às necessidades globais de consumo de cerca de 47 mil tons --- que tiveram de ser "substituídas" por arroz importado a um preço "carissíssimo", como diria um certo e determinado meu amigo. Se fosse possível aumentar a produtividade por hectare das actuais 1,6 até às 2,5 tons de Bobonaro o país tornar-se-ia aparentemente autosuficientemente em arroz.
Note-se que aquele consumo anual per capita é muito superior à média mundial (58kg/pessoa/ano), muito menor que o registado em países como o recordista mundial, Myanmar/Birmânia (211 kg), e a Indonésia (154 kgs) mas aproximadamente o mesmo que o registado para a China (91 kgs) e as Filipinas e a Tailândia (100 kgs).
O que nos interessa realçar fundamentalmente é a diferença, quase abissal, de colheita por hectare em Timor Leste (1,6 kg) e na maior parte dos outros países, particularmente os do Sudeste Asiático. Este, naturalmente, é fruto das características do solo mas também de muitos outros factores, nomeadamente o uso ou não de variedades mais produtivas, a existência de secas ou não, o uso ou não de suplementos (adubos, insecticidas), etc.


A diferença referida é a imagem do muito que, também neste sector, há que fazer em Timor Leste a bem do aumento dos rendimentos dos agricultores e da diminuição da dependência do país em relação à importação do cereal.
Ela é também responsável pelo facto de, segundo cálculos do Ministério e supondo um consumo per capita de 90kg/ano/pessoa, se ter verificado um défice de produção em relação às necessidades globais de consumo de cerca de 47 mil tons --- que tiveram de ser "substituídas" por arroz importado a um preço "carissíssimo", como diria um certo e determinado meu amigo. Se fosse possível aumentar a produtividade por hectare das actuais 1,6 até às 2,5 tons de Bobonaro o país tornar-se-ia aparentemente autosuficientemente em arroz.
Note-se que aquele consumo anual per capita é muito superior à média mundial (58kg/pessoa/ano), muito menor que o registado em países como o recordista mundial, Myanmar/Birmânia (211 kg), e a Indonésia (154 kgs) mas aproximadamente o mesmo que o registado para a China (91 kgs) e as Filipinas e a Tailândia (100 kgs).
quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
Evolução do preço internacional do arroz
Veja-se abaixo a informação da FAO sobre a evolução do preço internacional do arroz. Como se pode verificar ele está a diminuir mas mantém-se ainda a um nível elevado --- e espera-se que assim continue no futuro próximo.
Depois de ter estado (o preço da tonelada de arroz de melhor qualidade da Tailândia, que serve de referência ao mercado mundial) a 963 USD/ton em Maio passado (média do mês; preço mais alto: 1038 USD/ton), está agora (semana de 12 de Setembro) a 771 USD/ton, uma queda de 25% em relação ao preço máximo indicado. Esta evolução, a manter-se, pode fazer repensar a estratégia de concessão de subsídios ao arroz em Timor Leste --- além de, há que reconhecer, reduzir a força da argumentação apresentada para justificar o chamado Fundo de Estabilização Económica e o seu montante. "Penso eu de que...", como diria o outro...
(clique na imagem para a aumentar e tornar legível, sff)

Depois de ter estado (o preço da tonelada de arroz de melhor qualidade da Tailândia, que serve de referência ao mercado mundial) a 963 USD/ton em Maio passado (média do mês; preço mais alto: 1038 USD/ton), está agora (semana de 12 de Setembro) a 771 USD/ton, uma queda de 25% em relação ao preço máximo indicado. Esta evolução, a manter-se, pode fazer repensar a estratégia de concessão de subsídios ao arroz em Timor Leste --- além de, há que reconhecer, reduzir a força da argumentação apresentada para justificar o chamado Fundo de Estabilização Económica e o seu montante. "Penso eu de que...", como diria o outro...
(clique na imagem para a aumentar e tornar legível, sff)

A Lei do Banco Central em Conselho de Ministros
Segundo comunicado de hoje, o Conselho de Ministros acaba de discutir a futura Lei Orgânica do Banco Central de Timor-Leste, por transformação neste da actual Autoridade Bancária e de Pagamentos. É este o teor do comunicado no ponto relativo ao BCTL:
"Proposta de Lei que aprova a Orgânica da Autoridade Central de Pagamentos O Banco Central de Timor-Leste é a instituição responsável pela estabilidade dos preços e do sistema financeiro e pela contribuição decisiva para o crescimento e desenvolvimento económico e redução das desigualdades sociais de Timor-Leste."
"Proposta de Lei que aprova a Orgânica da Autoridade Central de Pagamentos
O Conselho de Ministros analisou na sua reunião de hoje a Proposta de Lei Orgânica do Banco Central de Timor-Leste. Um diploma que surge em conformidade com o artigo 143.º da Constituição da República Democrática de Timor-Leste e que voltará a ser posteriormente agendado para aprovação, depois de introduzidas as alterações efectuadas pelo Conselho de Ministros.
terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Evolução da taxa homóloga de inflação em Dili
Dados recentes do ADB/BAD sobre a economia de Timor Leste
O ADB/BAD, o Banco Asiático de Desenvolvimento, acaba de publicar o update do seu Asian Development Outlook. Dele constam dois quadros no seu anexo estatístico com informação sobre as taxas de crescimento do produto (PIB) e da inflação nos países asiáticos, incluindo Timor Leste (para efeitos do ADB incluído no grupo das (pequenas) economias do Pacífico. Veja abaixo (clique sobre os quadros para alargar a imagem). 
Desses quadros resulta que as estimativas do Banco para os anos de 2008 e 2009 são de que o PIB cresça, respectivamente, 6,5% e 4,9% (note-se que os vários governos têm estado de acordo em que Timor Leste precisa de crescer a cerca de 7-8%/ano --- pelo menos --- para que as melhorias nas condições de vida sejam minimamente visíveis).
Quanto à inflação, as estimativas iniciais do BAD iam no sentido de que ela se situaria nos 7% em 2008 mas agora já reviu a taxa para 9% ("curiosamente" igual às estimativas conhecidas do FMI). Para 2009 as estimativas iniciais eram de que a taxa de variação dos preços seria de 6,6% mas agora prevê-se que seja de 7,8% --- de qualquer forma uma redução relativamente à taxa de 2008.
Note-se que em Julho passado a taxa, relativamente a Julho do ano passado, foi de 12,4%, o que nos faz desconfiar significativamente dos valores estimados pelo Banco. O futuro o dirá...

Desses quadros resulta que as estimativas do Banco para os anos de 2008 e 2009 são de que o PIB cresça, respectivamente, 6,5% e 4,9% (note-se que os vários governos têm estado de acordo em que Timor Leste precisa de crescer a cerca de 7-8%/ano --- pelo menos --- para que as melhorias nas condições de vida sejam minimamente visíveis).Quanto à inflação, as estimativas iniciais do BAD iam no sentido de que ela se situaria nos 7% em 2008 mas agora já reviu a taxa para 9% ("curiosamente" igual às estimativas conhecidas do FMI). Para 2009 as estimativas iniciais eram de que a taxa de variação dos preços seria de 6,6% mas agora prevê-se que seja de 7,8% --- de qualquer forma uma redução relativamente à taxa de 2008.
Note-se que em Julho passado a taxa, relativamente a Julho do ano passado, foi de 12,4%, o que nos faz desconfiar significativamente dos valores estimados pelo Banco. O futuro o dirá...
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